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(A) :: Líder da oposição quer eleições antecipadas porque Espanha "não aguenta mais"

Líder da oposição quer eleições antecipadas porque Espanha "não aguenta mais"

"Peço isto por todos os problemas que ainda não foram resolvidos, mas também por todos os problemas que surgiram e que não existiam em 2018", disse Alberto Núñez Feijóo.

Agência Lusa
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O líder da oposição de Espanha disse este sábado que o Governo está “em agonia, a arrastar o país inteiro” e “devia chamar os cidadãos às urnas”, porque Espanha “não aguenta mais” e “tem o direito de decidir”.

“Se oito anos não bastam para resolver os problemas reais das pessoas, como é que se atrevem a pedir mais tempo? Não estou a pedir eleições por vingança. Peço-as porque o meu país já não aguenta mais. Peço isto por todos os problemas que ainda não foram resolvidos, mas também por todos os problemas que surgiram e que não existiam em 2018”, explicou Alberto Núñez Feijóo, presidente do PP e líder da oposição ao governo espanhol de Pedro Sánchez (PSOE — Partido Socialista Espanhol), numa conferência no Fórum La Toja — Vínculo Atlântico, que termina este sábado em La Toja, província de Pontevedra, na Galiza, Espanha.

Feijóo defendeu que Espanha “deve poder, de uma vez por todas, dar a si própria a oportunidade de uma mudança, de acabar com oito anos de decadência e deterioração — especialmente nos últimos três — e de derrubar, de uma vez por todas, o muro que separa os espanhóis”.

“Não posso prometer um mundo sem desordem. Mas posso prometer pôr ordem na política espanhola”, frisou.

O líder do Partido Popular (PP) sustentou que Espanha “deve poder assinar um novo contrato social que faça com que valha a pena trabalhar, produzir, esforçar-se e que permita aos cidadãos saber que, se cumprirem, podem contar com o apoio do Estado para resolver os seus problemas”.

Apresentando-se na corrida nas eleições que, espera, sejam antecipadas, Feijóo afirmou-se “ciente de que a nação terá de dotar-se de reforços democráticos para que nenhum governo, seja qual for a sua orientação política, possa voltar a tentar apropriar-se do Estado”.

“Mas também estou ciente de que a alternativa que apresento ao meu país tem a convicção e a determinação necessárias para o conseguir”, notou.

Feijóo assegurou que, se for eleito, “Espanha não voltará a passar uma legislatura sem aprovação do orçamento do Estado”.

“Além disso, procuraremos a fórmula jurídica adequada para que, uma vez terminada a primeira prorrogação do orçamento, caso este não seja aprovado de imediato, as assembleias sejam dissolvidas e sejam convocadas eleições”, assegurou.

De acordo com o líder da oposição, “Espanha não voltará a ter um governo de ativistas, sem mais mérito do que obediência ao presidente do Governo”.

“A política que defendo é a do rigor e do serviço do interesse geral do país, muito antes do que o partido”, vincou.

Como prioridade, elegeu a política de Habitação.

“A habitação é o símbolo do fracasso deste Governo e deve ser o símbolo do sucesso do próximo”, referiu.

Aos 65 anos, Feijóo disse que não tem “uma carreira nem um futuro para construir”.

“O meu único objetivo é servir o meu país. Melhorar de forma concreta a vida dos espanhóis. A minha única ambição é devolver-vos o tempo perdido, as oportunidades e o futuro”, sustentou.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, abriu “um período de análise e reflexão” e debaterá nos próximos dias com o seu núcleo duro a possibilidade de convocar eleições, disseram fontes do Governo.

Segundo essas fontes, citadas por diversos meios de comunicação social, Sánchez avalia a possibilidade de adiantar as eleições legislativas nacionais previstas para o primeiro semestre de 2027 depois de, na sexta-feira, o parlamento espanhol ter rejeitado dois decretos do Governo com medidas para a habitação.

O parlamento espanhol rejeitou na sexta-feira as medidas extraordinárias e temporárias para a habitação com que o Governo de Pedro Sánchez avançou de forma urgente face a protestos de milhares de pessoas na última semana.

Votaram contra 178 deputados, todos os do Partido Popular (PP, direita), Vox (extrema-direita), Juntos pela Catalunha (JxCat, independentistas conservadores) e União pelo Povo Navarro (UPN, direita).

As medidas tiveram o apoio de 172 deputados — todos os partidos de esquerda e do Partido Nacionalista Basco (PNV, conservador).