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(A) :: Estremoz. Sobe para sete o número de mortes no surto de gripe A no lar de Veiros

Estremoz. Sobe para sete o número de mortes no surto de gripe A no lar de Veiros

Os cinco óbitos ocorridos no hospital de Évora somam-se a outros dois registados no lar. Há ainda um doente infetado com o vírus Influenza A que se mantém internado no mesmo estabelecimento.

Agência Lusa
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Um utente do lar no concelho de Estremoz onde foi detetado um surto de gripe A e que estava internado no hospital de Évora, morreu na quinta-feira, elevando para sete o número de mortes, foi esta sexta-feira divulgado.

Em comunicado, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) indicou que o doente proveniente do lar foi admitido no hospital de Évora na quarta-feira, com infeção por vírus Influenza A (gripe A), e encontrava-se “em situação de fim de vida à data da admissão”, tendo acabado por morrer na quinta-feira.

Relativamente à situação hospitalar, adiantou a ULSAC, “mantém-se internado um doente com infeção por vírus Influenza A, admitido no hospital de Évora no dia 25 de setembro”.

Desde 23 de setembro, o Serviço de Urgência Polivalente (SUP) do hospital de Évora recebeu dez utentes deste lar.

Destes doentes, morreram cinco, nomeadamente dois no dia 24 de setembro, um no dia 27 à tarde, outro no dia 28 à noite e outro esta quinta-feira. Outros quatro tiveram alta, mantendo-se um internado.

Os cinco óbitos ocorridos no hospital somam-se a outros dois registados no lar, no dia 20 de setembro, quando terá tido início o surto, e no dia 22 de setembro.

O surto de doença respiratória, “no contexto do qual foi identificada laboratorialmente infeção por Vírus Influenza A”, ou seja, gripe A, afeta o Lar da Santa Casa da Misericórdia de Veiros, em Estremoz, no distrito de Évora, indicou anteriormente a ULSAC.

A unidade disse então que outros dois idosos morreram no lar, entre o dia 20 e o dia 22 de setembro, mas nenhum destes casos “apresenta confirmação laboratorial de infeção por Vírus Influenza A, pelo que, nesta fase, não é possível estabelecer uma relação entre os óbitos e o agente identificado”.

No comunicado hoje divulgado, a ULSAC sublinhou que “tem assegurado a mobilização e articulação das diferentes equipas de saúde envolvidas no acompanhamento da situação”.

“O Departamento de Saúde Pública da ULSAC mantém igualmente o acompanhamento epidemiológico, incluindo a verificação do cumprimento das medidas de controlo de infeção, higienização, isolamento e utilização de equipamentos de proteção individual”, segundo o comunicado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou à Lusa, no dia 25 de setembro, que foi instaurado um inquérito às mortes de utentes com sintomas compatíveis com gripe A no lar em Veiros, não tendo sido, até então, constituídos arguidos.

Também a Inspeção-Geral da Saúde abriu um inquérito para avaliar a resposta prestada aos utentes do lar de idosos de Estremoz, na sequência deste surto de gripe A.

Numa resposta enviada à Lusa, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) explicou que o inquérito pretende avaliar tanto a resposta assistencial como a organizacional, e foi instaurado no dia 30 de setembro.