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Antigos ministros de Cavaco e Guterres pedem acordo de bloco central

Figuras como Daniel Bessa, Miguel Cadilhe ou Daniel Bessa defendem que PS e PSD devem iniciar rapidamente negociações para fechar reformas estruturais pensadas a mais de dez anos.

Miguel Santos Carrapatoso
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Antigos ministros de Aníbal Cavaco Silva e António Guterres defendem que sociais-democratas e socialistas “iniciem, tão rápida e solidamente quanto possível”, negociações no sentido de “chegarem a um acordo de médio e longo prazo que vá além dos ciclos eleitorais”. Alegam os subscritores do “Manifesto pelo Bom Entendimento em Democracia” que “não há razões ideológicas, ou históricas, que impeçam os dois partidos de se entenderem” para reformas estruturais que se estendam a “duas ou três” legislaturas.

A informação sobre este manifesto foi inicialmente avançada pelo Expresso. Entre os subscritores estão figuras como o empresário José Roquette, bem como os antigos governantes Daniel Bessa (ex-ministro da Economia de António Guterres), Miguel Cadilhe (ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva) e Silva Peneda (ex-ministro do Emprego de Cavaco e ex-presidente do Conselho Económico e Social).

“Em Portugal, como noutros países e noutras democracias, a qualidade e a capacidade de resistência estão claramente em queda, também em razão do regime eleitoral existente, e centram-se em dois partidos que se alternam em responsabilidades governativas: o PSD e o PS. Ambos parecem, no entanto, mais empenhados em culpar governos precedentes do que fazer melhor”, lamentam os subscritores.

“Os subscritores que não há absolutas razões ideológicas, ou mesmo históricas, que impeçam os dois partidos de se entenderem num acordo de médio e longo prazo, para além dos ciclos eleitorais. Os subscritores, que se assumem de pensamento independente, vêm por este meio apelar aos responsáveis políticos dos dois partidos em causa para que iniciem, tão rápida e solidamente quanto possível, negociações no sentido atrás referido para assegurar a Portugal uma estabilidade política a médio e longo prazo, imbuída de um espírito reformista, que lhe permita encarar os tempos muito difíceis que temos pela frente.”