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(A) :: Castro Almeida sinaliza que Governo pode deixar passar fusão da Galp com a Moeve que envolve refinaria de Sines

Castro Almeida sinaliza que Governo pode deixar passar fusão da Galp com a Moeve que envolve refinaria de Sines

Ministro da Economia acredita que "é possível alcançar os dois objetivos", desde que a fusão das áreas industriais da Galp e Moeve salvaguarde "interesse estratégico evidente" da refinaria de Sines.

Ana Suspiro
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O Governo considera que a fusão entre a Galp e a Moeve, que envolve a transferência do controlo da refinaria de Sines, pode ser conciliada com a salvaguarda deste ativo estratégico. Em declarações à Bloomberg, o ministro da Economia diz “acreditar que é possível alcançar os dois objetivos”.

Castro Almeida adianta que o Governo tem tido conversas sobre o negócio que foi anunciado em janeiro, mas cuja concretização tem demorado mais tempo do que o inicialmente previsto.

A fusão prevê a criação de duas joint-ventures ibéricas, uma para o retalho que será dividida em partes iguais pelos acionistas das duas empresas, e uma para a área industrial que inclui a refinaria de Sines e na qual a Galp teria uma posição minoritária, a rondar os 20%. Esta integração das operações das duas petrolíferas é defendida como um passo que permitirá reforçar a competitividade dos negócios industrial e de retalho na Península Ibérica.

Foi esta parte do negócio que fez soar as campainhas em Portugal porque implica a perda de controlo da única refinaria a operar em Portugal para uma empresa onde os maiores acionistas (donos da espanhola Moeve) são investidores fora da União Europeia — o fundo soberano do Abu Dhabi e o fundo americano Carlyle.

Castro Almeida sublinhou que quando estão em causa ativos com um “valor estratégico evidente”, o Estado tem obrigação de colocar o interesse nacional em primeiro lugar. O ministro da Economia não indica de que forma irá o Governo assegurar o interesse nacional na operação cujos contornos finais ainda não são conhecidos.

A intervenção do Governo nesta operação envolve duas dimensões. Por um lado, pode invocar a lei de salvaguarda dos ativos estratégicos para impedir a transação. Por outro lado, o Estado é acionista da Galp com 8% do capital, mas esta participação não tem poderes reforçados nem dá atualmente direito a um administrador.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, já tinha revelado quais eram as linhas vermelhas do Estado nesta negociação.

https://observador.pt/2026/07/01/fusao-galp-moeve-governo-quer-garantir-que-refinaria-fica-em-sines-e-que-portugal-sera-prioridade-em-caso-de-crise/

A manutenção da refinaria em Portugal e a garantia da prioridade no abastecimento ao mercado nacional são duas das garantias que o Estado português quer salvaguardar.