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Governo quer integrar trabalhadores do PRR na função pública, mas rejeita integração automática nos quadros

Castro Almeida garante que não haverá passagem direta aos quadros, mas admite acolher "parte importante" dos trabalhadores do PRR com provas dadas na gestão de fundos.

Agência Lusa
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O Governo pretende encontrar uma forma de integrar na Administração Pública parte dos trabalhadores atualmente afetos à gestão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), rejeitando, contudo, uma integração automática nos quadros da função pública.

“Não vamos fazer aquilo que seria muito fácil, que era integrar automaticamente estas pessoas nos quadros da função pública. Não há nenhuma razão para isso”, afirmou esta quinta-feira o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, no ‘briefing’ após a reunião do Conselho de Ministros, na Guarda.

O governante ressalvou, porém, que o executivo também não pretende perder trabalhadores “competentes, com provas dadas” e que adquiriram experiência na gestão de fundos públicos.

Segundo Castro Almeida, estes trabalhadores ainda têm funções a desempenhar no âmbito do PRR, mas o Governo pretende, numa fase posterior, encontrar uma solução que permita acolher na Administração Pública, “se não a todos, a uma parte importante deles”, sempre que existam necessidades e estejam habilitados para as funções.

“Vamos ainda detalhar em que condições isso será feito, mas é esse o objetivo que temos em mente”, acrescentou.

Na mesma reunião, o Governo aprovou uma linha de financiamento de até 200 milhões de euros para garantir a conclusão dos projetos associados ao PRR que ainda estão em curso, fixando como prazo 31 de dezembro de 2027.