As faculdades juntaram-se às escolas secundárias que, por toda a França, organizam bloqueios para exigir a substituição de professores e mais recursos, divulgou a imprensa internacional. Segundo a União de Estudantes, citada pela agência de notícias AFP, cerca de trinta campi estavam bloqueados na manhã desta quinta-feira, de Paris a Marselha, no sul de França.
Trata-se de uma mobilização histórica, na avaliação do sindicato dos estudantes. O acesso aos locais está impedido, mas as universidades podem transferir as aulas para o formato remoto, informou a associação.
As escolas secundárias estão bloqueadas em toda a França, entre estas, o liceu Bréquigny — o maior da Bretanha —, onde um grupo de pessoas se concentrou em frente a uma das entradas, bloqueando a passagem, como constatou uma jornalista da AFP.
“Não nos ouvem, somos obrigados a ir para a rua”, declarou à AFP a aluna Lola, indignada com a falta de substituição de professores ausentes — uma das razões que motivaram este movimento estudantil, iniciado há uma semana nos subúrbios de Paris.
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O protesto ganhou força e, na quarta-feira, atingiu 356 instituições em todo o país, contra 338 na terça-feira, segundo o Ministério do Interior francês.
O átrio de uma escola em Nantes, no oeste de França, foi destruído por um incêndio esta quinta-feira durante o bloqueio da instituição, constatou uma jornalista da AFP. Um “incêndio criminoso” propagou-se pela fachada da escola, informou à AFP a vice-diretora, Gaëlle Cordier.
Em frente ao liceu de ensino geral e tecnológico Couffignal, em Estrasburgo, centenas de estudantes, a maioria vestida de preto, realizam um protesto bastante tumultuoso, segundo constatou um jornalista da AFP. Bloquearam o trânsito de veículos e, principalmente, do elétrico que passa em frente à escola, além de terem colocado grandes contentores de lixo no chão e ateado fogo aos mesmos.
A IGPN, conhecida como a “polícia das polícias”, abriu três investigações depois de alunos terem ficado feridos durante bloqueios de escolas. Só na quarta-feira, 625 pessoas foram detidas e 83 polícias e gendarmes ficaram feridos. Desde o início dos bloqueios, 119 alunos e funcionários sofreram ferimentos.