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O "encantador de bros" socialista e a "provocadora islamofóbica". Como dois influencers podem ser decisivos nas intercalares nos EUA

Hasan Piker e Laura Loomer são dois nomes polémicos no panorama mediático dos EUA. Um à esquerda, outra à direita, que estratégias utilizam para influenciar as eleições e a política norte-americana?

Madalena Moreira
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Aos 35 anos, Hasan Piker mora sozinho, apenas com a sua cadela mastim tibetana Kaya. As prateleiras da sua casa milionária em West Hollywood estão cheias de banda desenhada, de Marvel a Naruto. A maior parte do tempo é passada em frente ao computador, onde faz transmissões em direto na plataforma Twitch. O restante tempo livre passa-o no ginásio, onde o seu recorde pessoal é de 130 quilos na bench press. Piker é o exemplo perfeito de um “bro hipermasculino”. É também um autoproclamado socialista e antissionista.

Foram essas duas características que atiraram o nome deste influencer turco-americano para os holofotes da política norte-americana. A presença de influencers políticos nas campanhas nos EUA não é nova. Contudo, as figuras hipermasculinas, como Piker é descrito por especialistas, sempre surgiram mais associadas à direita — uma realidade de que o streamer está ciente e procura ativamente combater. Desde as eleições de 2024, Piker tem utilizado a sua influência online para apoiar candidatos progressistas em eleições por todos os Estados Unidos.

Nos últimos meses, a sua presença tem sido particularmente visível nas primárias do Partido Democrata para as eleições intercalares que se realizam no próximo dia 3 de novembro. Com os holofotes, chegou também o escrutínio e, rapidamente, Piker ficou debaixo de fogo, quer de democratas, quer de republicanos, devido a uma série de declarações polémicas que fez ao longo da sua carreira e em que se destacam as duras críticas a Israel e à política externa norte-americana — e os elogios a regimes socialistas adversários dos Estados Unidos.

"[Os eleitores] já são conservadores ou liberais, mas podem estar desanimados. E as eleições ganham-se ou perdem-se com o facto de essas pessoas não saírem dos sofás."
Reece Peck, professor de cultura dos media na College of Staten Island

Entre os seus críticos, contam-se congressistas democratas, candidatos republicanos, o próprio Presidente dos Estados Unidos ou o primeiro-ministro de Israel. E também, muitos influencers do lado oposto do espectro. Neste grupo, uma das suas críticas mais vocais é Laura Loomer, autoproclamada jornalista de investigação e influencer próxima de Donald Trump, com grande capacidade de mobilização dentro da base MAGA. Para além de já se terem envolvido em trocas de acusações e insultos nas redes sociais, o verdadeiro combate entre Loomer e Piker faz-se nas campanhas — os candidatos que Piker apoia são precisamente os mesmos que Loomer procura derrotar.

Todavia, contados os votos, que impacto têm estes influencers nas eleições? Reece Peck, professor de cultura dos media na College of Staten Island, ressalva que os media — incluindo os influencers digitais — não “persuadem”, mas “mobilizam” eleitores e não descarta o impacto que podem ter. “[Os eleitores] já são conservadores ou liberais, mas podem estar desanimados. E as eleições ganham-se ou perdem-se com o facto de essas pessoas não saírem dos sofás”, explica ao Observador. O poder dos influencers está na sua capacidade de levarem estes eleitores a “sair do sofá” — um poder que se conquista através da sua relação com os seguidores.

“Encantadores de bros“. O segredo do MAGA para ganhar o voto jovem em 2024

Quando em 2020 Joe Biden ganhou as eleições presidenciais, fê-lo com uma vantagem de 25 pontos percentuais sobre o incumbente Donald Trump na faixa etária dos 18 aos 29 anos. Quatro anos depois, essa vantagem democrata caiu para apenas quatro pontos. A queda justifica-se com o voto significativo dos homens brancos desta faixa etária no candidato republicano: 63% votou em Trump contra apenas 35% que votou em Kamala Harris.

Enquanto eleitores mais velhos podem ser eleitores consolidados à esquerda ou à direita, os mais jovens “são os que estão mais em jogo”, define Reece Peck. “O que é genial na estratégia mediática de Trump em 2024 é que investiram diretamente neste setor móvel do eleitorado. E fizeram isso de uma forma muito perspicaz”, elabora. Outra característica de destaque deste grupo demográfico é a sua forma de consumo de notícias: 70% diz que obtém notícias políticas quando lhes aparecem e apenas 30% procura ativamente estas informações, segundo um estudo do Pew Research Center. Mais: enquanto nativos digitais, 93% dos inquiridos dizem obter as notícias que consomem em plataformas digitais.

O melhor veículo para transmitir informação política a este setor relevante do eleitorado não são, portanto, os meios tradicionais como as televisões ou jornais, mas as redes sociais. Ainda mais quando essa informação surge num formato atrativo e não declaradamente político. Ciente deste contexto, a campanha de Trump rodeou-se de uma série de criadores de conteúdo, “aparentemente apolíticos, adjacentes ao MAGA”, caracteriza Peck. Estes criadores eram desportistas, comediantes e falavam sobre masculinidade — entre estes conteúdos, promoviam o candidato republicano. O maior exemplo deste fenómeno é Joe Rogan, cujo podcast tinha mais de 14 milhões de ouvintes no Spotify, o mais ouvido na plataforma.

No rescaldo da pesada derrota de novembro de 2024, o Partido Democrata rapidamente reconheceu a necessidade de encontrar o seu “encantador de bros“, como definia à data o New York Times. Mas a estratégia nunca se concretizou. “Eles têm uma aversão a arriscar com a linguagem”, justifica o especialista norte-americano. Hasan Piker não partilha tais pudores. Mais: o perfil demográfico dos seus mais de cinco milhões de seguidores (entre X, Twitch e YouTube) é precisamente aquele que escapara aos democratas — segundo um inquérito que fez à sua base de fãs em 2023, 70% eram homens, 23% tinham entre 26 e 29 anos, 58% eram brancos. “O Hasan Piker é o mais próximo que se arranja [do perfil dos influencers republicanos]. As pessoas esquecem-se que ele começou no Young Turks, sim, mas onde verdadeiramente se afirmou foi no streaming de videojogos”, remata.

O “nepo-baby” crítico dos democratas que procura “construir um movimento de esquerda resiliente”

Hasan Piker não recusa o rótulo de “nepo-baby“, uma pessoa que beneficiou da fama ou dinheiro dos pais, do nepotismo, para alcançar sucesso. Em causa está o facto de a sua carreira ter começado no The Young Turks, canal noticioso progressista fundado pelo seu tio, o ativista político turco Cenk Uygur. Nascido em Nova Jérsia e criado na Turquia, Piker rumou à Califórnia em 2013 depois de ter concluído os estudos na Universidade Rutgers, em Nova Jérsia, e começou a trabalhar no canal do tio.

Começou a fazer streams (transmissões em direto) no Twitch em 2018 e, dois anos depois, dedicou-se exclusivamente à sua carreira como influencer. Em agosto de 2019 deparou-se com a primeira polémica, depois de, entre críticas à política intervencionista e militarista dos Estados Unidos no Médio Oriente, ter dito que a “América mereceu o 11 de Setembro“. Retratou-se da declaração logo dois dias depois, mas a frase ainda é utilizada contra ele. “Eu devia ter formulado melhor as coisas. Peço desculpa àqueles que ofendi”, voltou a reconhecer em julho deste ano.

Num stream, que pode durar entre sete e dez horas, Piker conversa com os seguidores que seguem a transmissão num chat, comenta a realidade política norte-americana e internacional e outros temas que tenham agitado o mundo online. Pelo meio do monólogo, sempre em ritmo acelerado, já se contaram elogios a Mao Tsé-Tung e à China, declarações nostálgicas sobre o regime soviético e, nos últimos três anos, inúmeras críticas a Israel e ao apoio norte-americano a este aliado.

Apesar das posições políticas públicas e da proximidade com alguns congressistas mais progressistas, como Alexandria Ocasio-Cortez e Ilhan Omar, manteve-se sempre crítico do Partido Democrata e da política eleitoralista — em 2024, recusou apoiar formalmente Kamala Harris e acabou expulso da Convenção Democrata para a qual tinha sido convidado depois de ter criticado a posição do partido sobre a ofensiva israelita em Gaza. Isso mudou depois de ter assistido aos protestos “No Kings” e à digressão “Lutar contra a Oligarquia“, do senador Bernie Sanders, já durante o primeiro ano da administração Trump, relatou ao Financial Times. As conversas que teve nesses eventos convenceram-no de que “o populismo de esquerda era uma forma bem-sucedida de ganhar eleições e construir um movimento de esquerda resiliente”.

A primeira aposta em campanhas que fez revelou-se acertada: em novembro do ano passado, o candidato que apoiara, Zohran Mamdani, ganhou as eleições autárquicas em Nova Iorque. Este ano, nas primárias democratas para as intercalares, nem todos os candidatos que apoiou foram bem-sucedidos, mas outros protagonizam agora algumas das corridas mais mediáticas — entre os quais se destaca o candidato a senador pelo Michigan, Abdul El-Sayed.

Apesar dos bons resultados, Piker recusa o rótulo de “kingmaker“. “Só estou a tentar identificar candidatos maravilhosos que são mais responsivos às necessidades das massas e puxar por eles, para que sejam eleitos. [Estou a] pô-los em contacto com a minha audiência”, elaborou ao Politico, ainda em plenas primárias. “Eles estão a elevar o meu estatuto ao de um comentador político supersério ou consultor de campanha, mas eu nunca quis isso”, insistiu mais tarde num podcast.

O lugar da “provocadora” Loomer no vazio deixado por Charlie Kirk

Em 2012, um jovem de 18 anos chamado Charlie Kirk fundava a Turning Point USA, uma organização política que procurava promover uma ideologia conservadora em campus universitários e escolas secundárias. Doze anos depois, a Turning Point ajudou Donald Trump a ganhar o voto jovem. O sucesso estava no facto de Kirk ser “um unicórnio”, define o professor Reece Peck. Ou seja, era simultaneamente um ótimo comunicador, capaz de “reunir as pessoas” à sua volta e “um bom organizador”, com capacidade de mobilização fora das redes sociais.

A morte de Charlie Kirk, em setembro do ano passado, deixou um “vácuo” na campanha mediática republicana e “muita gente à procura de o preencher”, lamentou o presidente do Comité Nacional Republicano, Joe Gruther, à CNN. O espaço digital divide-se agora entre centenas de nomes a procurar mobilizar o voto conservador. Peck elenca vários nomes: Benny Johnson, Ben Shapiro ou Dave Rubin mantêm um tom semelhante à Fox News no espaço digital; Tim Dillon e Theo Fonz destacam-se pelo humor; Joe Rogan pelas ligações pessoais ao círculo de Trump, o que já lhe valeu críticas de novos criadores como Shawn Ryan, que se apresentam como o “anti-Trump”; ou CJ Pearson, apontado como o “líder dos conservadores negros jovens”.

Depois, existem nomes “hiperpartidários”. É o caso de Laura Loomer. Com cerca de dois milhões de seguidores no X (antigo Twitter), Loomer identifica-se como “jornalista de investigação” e é conhecida pelas suas ações mediáticas, como quando se algemou à frente da sede do então Twitter depois de ter sido banida da plataforma. De Estrela de David ao peito, dizia estar a ser discriminada como os seus antepassados judeus tinham sido perseguidos no Holocausto. Nascida e criada no Arizona numa família relativamente apolítica, Loomer aproximou-se da ideologia conservadora quando estudava jornalismo na Flórida e se juntou ao grupo de direita Projeto Veritas.

“Loomer é, primeiro que tudo, uma provocadora, uma influencer. Ela é uma troll, que [sabe] que conflito cria atenção e atenção cria poder“, caracteriza Reece Peck, que recusa a possibilidade de Loomer vir a ocupar o vazio deixado por Kirk. Mas as provocações de Loomer valeram-lhe, efetivamente, algum poder. Em 2020, foi notada pela primeira vez por Donald Trump, que apoiou a sua candidatura falhada ao Congresso, no estado da Flórida, onde ambos votam. A relação entre os dois tornou-se cada vez mais próxima e, em 2024, Loomer era companhia frequente de Trump em eventos de campanha. “Loomer é uma pessoa muito importante politicamente”, disse o então candidato num desses eventos.

"Há toda uma tentativa de fabricar, à custa de coordenação mediática e repetição, uma espécie de bicho-papão. Mas não me parece necessariamente que vá dar resultado."
Reece Peck, professor de cultura dos media na College of Staten Island, sobre Hasan Piker

A proximidade a Trump continuou depois da reeleição, mesmo que a equipa de Trump se tenha oposto a entregar-lhe um cargo formal. No início de abril de 2025, Trump despediu seis funcionários do Conselho de Segurança Nacional depois de uma reunião com Loomer na Casa Branca, em que a influencer os acusou de serem desleais. Fontes citadas pela ABC News há cerca de um ano descreviam que muitos funcionários da administração se remeteram ao silêncio por “medo de retaliação e possível impacto na carreira”. Loomer distingue-se pela sua lealdade ao Presidente, mesmo quando o critica.

Israel como prioridade ou “psicose”? A luta entre um antissionista e uma “islamofóbica orgulhosa”

“Novembro vai ser um fiasco”. Laura Loomer vaticinava assim, no passado dia 22 de setembro, o resultado das eleições intercalares. Numa série de publicações ao longo dessa semana, a influencer de extrema-direita e declarada “islamofóbica orgulhosa” acusava o Partido Republicano de estar deliberadamente a “suprimir informações que provam que candidatos muçulmanos têm laços com organizações islâmicas”. “A notícia que eu dei é o tipo de história que decide eleições”, reclamava. As tiradas, muitas vezes islamofóbicas, contra os candidatos democratas — classificados como “comunistas islâmicos” — andam a par com uma defesa intransigente de Israel.

Porém, a própria influencer reconhece que esta já não é uma posição maioritária dentro do sistema político norte-americano, algo que mudou com as ações israelitas contra os territórios palestinianos e a sua intervenção na impopular guerra contra o Irão. Não quer isto dizer que reconheça validade nas acusações contra Israel e o Governo de Benjamin Netanyahu. “É literalmente uma psicose. É uma síndrome de perturbação de Israel“, afirmou ao New York Times, utilizando a mesma expressão que Trump utiliza para se referir aos seus críticos, “Trump derangement syndrome“. E também não quer dizer que, a um mês das eleições, não tente desesperadamente inverter a tendência.

Um dos alvos preferenciais de Loomer é o candidato progressista muçulmano anteriormente mencionado Abdul El-Sayed. E não está sozinha nos ataques a este alvo em particular. Nas últimas semanas, o aspirante a senador foi acusado de antissemitismo pelo seu adversário republicano Mike Rogers. Em causa estava uma nova declaração polémica de Hasan Piker: “Se os judeus na América continuarem a passar a imagem de que a sua prioridade é Israel, mais tarde ou mais cedo vai surgir alguém a tomar medidas — não contra o Estado de Israel, atenção, mas contra os próprios judeus americanos”, afirmou o turco-americano num stream em agosto.

Rogers utilizou as declarações contra El-Sayed, ao rotular Piker como seu “companheiro de corrida” — os dois tinham feito campanha juntos em pelo menos duas ocasiões — e incentivou o democrata a distanciar-se do influencer. “Esta campanha não é sobre um streamer do Twitch na Califórnia”, afirmou por sua vez El-Sayed, que se distanciou das declarações, mas recusou uma condenação inequívoca do seu apoiante. O apelo de Rogers teve muito mais impacto na facção moderada dos democratas: em poucos dias, mais de uma dezena de congressistas democratas condenaram as declarações do influencer e procuraram distanciá-lo do partido.

A relevância de Piker, até aí limitada à sua base de seguidores e aos círculos progressistas, explodiu. A sua imagem foi utilizada na Convenção Republicana, como alegada prova de que o Partido Democrata estava a ser tomado a partir de dentro por “comunistas”, acusação repetida por Donald Trump que o classificou como “uma enorme vulnerabilidade” dos democratas. Do púlpito das Nações Unidas, Benjamin Netanyahu juntou-se ao coro de críticas. “Há toda uma tentativa de fabricar, à custa de coordenação mediática e repetição, uma espécie de bicho-papão”, analisa Reece Peck. “Mas não me parece necessariamente que vá dar resultado.”

Tirar os jovens do sofá ou ser “mosca” na Casa Branca. Duas formas de estar na política

Hasan Piker reúne, todos os dias, milhares de pessoas em frente ao computador para verem as suas transmissões em direto. Contudo, uma sondagem publicada pelo New York Times revela que 62% dos eleitores em três estados nunca ouviram falar do influencer. E daqueles que ouviram falar, 23% têm uma visão “muito desfavorável”. Os números fazem levantar a questão: afinal, pode um influencer ter impacto, para o bem ou para o mal, numa campanha eleitoral?

Reece Peck não duvida que Hasan Piker já teve impacto, nem que seja apenas na vitória de Abdul El-Sayed nas primárias democratas no Michigan, onde concorria contra uma candidata moderada. Agora, na corrida contra o Partido Republicano insiste que a sua importância não é em relação ao voto da classe média que nunca ouviu falar do influencer ou que tem uma visão negativa dele, alimentada pelos cabeçalhos com as suas declarações sobre o antissemitismo ou o 11 de Setembro. A sua importância — ou de qualquer outro influencer — está em conquistar o voto da abstenção, dos cidadãos despolitizados e dos mais jovens, com menos lealdade partidária.

https://twitter.com/LauraLoomer/status/1623886526869381121

O sucesso desta estratégia já foi comprovado à direita em 2024 e Piker cumpre o ponto mais importante: “Não se pode fabricar uma relação parassocial profunda da noite para o dia”. Ao contrário da campanha de Kamala Harris, em 2024, que “despejou mil milhões de dólares numa estratégia digital e fabricou influencers progressistas”, as campanhas bem-sucedidas destacam-se pela sua penetração nas massas: Charlie Kirk era politicamente ativo desde 2012, Piker desde 2018.

"[Ela é como] uma mosca que continua a voar contra a tua cara, não importa quantas vezes a afugentas."
Fonte da Casa Branca sobre Laura Loomer

Enquanto estes influencers procuram influenciar a política de baixo para cima, Laura Loomer faz precisamente o oposto. A própria, nas suas publicações, realça que fala para o Partido Republicano e não tanto para os eleitores. Mas isso não quer dizer que o seu impacto político seja nulo, como é percetível pela importância que o próprio Presidente lhe atribui.

“A influência dela é exagerada. [Ela é como] uma mosca que continua a voar contra a tua cara, não importa quantas vezes a afugentas“, comparou uma fonte próxima da Casa Branca ao Financial Times. A persistência de Loomer em estar próxima do poder é um traço de personalidade confirmado por um antigo colega ao Washington Post: “Ela é a pessoa mais obcecada que vão conhecer na vida. Ela não tem vida fora disto. Do momento em que acorda, ao momento em que vai dormir, isto é tudo o que ela faz”.