Um antigo pastor de uma igreja no estado norte-americano do Ohio foi condenado esta terça-feira por matar a mulher, noticia a Associated Press.
O tribunal norte-americano considerou provado que Caleb Flynn, 40 anos, alvejou mortalmente a mulher Ashley, que era professora e treinadora de voleibol. Depois do homicídio, o pastor encenou um assalto à sua própria casa, tendo alegado no julgamento que a mulher foi assassinada por um ladrão. O juiz considerou-o culpado das acusações de homicídio, agressão grave e adulteração de provas. A sentença será conhecida na segunda-feira e Caleb Flynn está sujeito a pena de prisão perpétua.
Caleb Flynn tinha falado publicamente da sua relação com a mulher quando participou no programa American Idol em 2013. O pastor, que passou as audições regionais, mas ficou-se pela primeira fase a nível nacional, falou da importância da mulher na sua candidatura ao concurso televisivo. “A música é a razão pela qual eu vivo. Adoro cantar e, por isso, candidatei-me à audição e talvez a minha mulher me tenha dado um empurrãozinho“, disse numa entrevista.
Segundo os procuradores, Flynn tinha uma amante e queria terminar o casamento com a mulher, mas tinha receio de perder o emprego na empresa de família desta, ficar sem a sua posição como pastor da igreja ou ter de partilhar a guarda das filhas. Na noite antes de alvejar a mulher em fevereiro, Flynn enviou uma mensagem à amante em que dizia: “Escolho-te a ti. Estou livre. Amanhã vou agir.”
Caleb Flynn estava com as suas duas filhas em casa, em Tipp City, um subúrbio a norte de Dayton. quando a polícia chegou. A arma do crime nunca foi encontrada, mas as impressões digitais e ADN do pastor estavam presentes em toda a cena de crime. A amante também foi ouvida em julgamento e testemunhou que Flynn dizia odiar a esposa e ter pensamentos de a matar. Cerca de seis meses antes do homicídio, Flynn escreveu: “Fiquei acordado até às 4 da manhã de ontem a chorar, literalmente a tentar pensar em formas de a matar sem ir para a prisão.”
A defesa de Caleb Flynn nunca admitiu o homicídio e defendeu que nunca foram encontradas evidências de que este tenha efetivamente cometido o crime. “O facto de ele ter sido infiel não equivale a homicídio. A questão aqui não é se ele era um bom marido”, afirmou o advogado do pastor. Segundo a defesa, as mensagens de Flynn à amante a criticar a mulher tinham como objetivo fazê-la sentir-se bem.