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Ventura festeja acusações no caso das gémeas: "Chega tinha razão. Foi tudo um conluio de podridão"

Na reação às acusações no caso das gémeas luso-brasileiras, André Ventura atacou fortemente o Parlamento e o relatório sobre o caso que não apontava para indícios criminais.

Mariana Lima Cunha
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Um momento de festejo para o Chega. Com as acusações do Ministério Público no caso das gémeas luso-brasileiras a serem conhecidas esta segunda-feira, André Ventura não demorou a marcar uma conferência de imprensa na sede do Chega para frisar que o partido tinha razão ao insistir no caso e que o relatório da comissão de inquérito sobre o tema veio mostrar o “estado vergonhoso” em que o Parlamento está.

Ventura veio frisar que “o Chega tinha razão” quanto às acusações de interferência política e abuso de poder que identificou no caso (ainda que o que exista por agora sejam acusações, e não condenações, neste caso). “Houve efetivamente interferência política, o cometimento de ilegalidades e uma burla ao Estado português e aos contribuintes portugueses”, declarou.

Depois, quis recordar as conclusões do relatório sobre a investigação parlamentar, aprovado na altura por PS, PSD, IL e Bloco de Esquerda, onde se lia que “não foram encontrados quaisquer indícios de ilegalidades”. “Isto mostra bem o estado vergonhoso a que chegou o Parlamento. Saúdo o MP pela coragem e pela forma frontal como foi capaz de pôr a nu interesses instalados, sem receio de conotações políticas ou partidárias, e mesmo desautorizando um relatório que evidentemente estava deturpado para desculpabilizar todos os intervenientes”, disparou.

Para Ventura, a acusação vem provar que o Chega teve razão antes do tempo, que existiu um tratamento preferencial dado às duas crianças “face a crianças portuguesas” — tanto na marcação de consultas como na toma do medicamento — e que, em resumo, “foi tudo um conluio de podrião e de interesses entre pessoas poderosas que põem em causa os recursos do Estado”.