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Meta lança área de negócio para vender ferramentas de IA a empresas

A dona do Facebook lançou mais uma área de negócio direcionada às empresas: a venda de ferramentas de inteligência artificial (IA). A Meta considera que será "o próximo grande pilar de negócio".

Cátia Rocha
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A Meta lançou uma nova área de negócio, em que pretende vender ferramentas de inteligência artificial (IA) a empresas. A aposta corporativa, chamada Meta Enterprise Platform, foi anunciada esta segunda-feira através de um comunicado de Mark Zuckerberg, o CEO da Meta.

“Acreditamos que a superinteligência vai permitir criar significativas oportunidades para as pessoas e os negócios”, afirmou o patrão do Facebook e Instagram. O CEO afirmou que o anúncio marca “o próximo grande pilar de negócio” da Meta, com o intuito de “ajudar as empresas a usar IA para crescer e transformarem-se”. Depois de anos a falar sobre o metaverso, a Meta virou-se por completo para a IA e tenta agora rentabilizar os investimentos milionários que tem feito nesta área.

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Zuckerberg explicou que a Meta Enterprise Platform vai tirar partido “dos pontos fortes que poucas outras empresas têm”, referindo-se aos modelos de IA da empresa, aos agentes (o Muse, o agente pessoal de IA para compras e serviços lançado pela empresa este mês tem estado em destaque) e à infraestrutura “de larga escala” que a empresa já tem. “Vamos concentrar-nos em disponibilizar todo o nosso stack tecnológico — incluindo o agente Muse, o agente de negócio Meta, a API [interface de programação de aplicações] do Muse, o Muse Code [ferramenta de programação] e muito mais — às empresas e aos programadores, para ajudá-los a crescer”, disse Zuckerberg em comunicado.

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A Meta não apresentou, para já, mais detalhes sobre a organização desta área de negócio ou preços dos serviços. A empresa vende há vários anos serviços para empresas, mas numa lógica diferente, mais virada para os anúncios e para a comunicação entre empresas e clientes (por exemplo, através de chatbots que respondem a perguntas no WhatsApp ou Messenger).

​Chegou também a ter uma ferramenta para comunicação interna, o Meta Workplace, que tinha como concorrentes o Slack e, mais tarde, o Teams da Microsoft. O fim do Workplace foi anunciado em maio de 2024, mas o serviço só foi encerrado por completo este ano.

A nova unidade de negócio da Meta vai ser liderada por Chirantan “CJ” Desai, com o cargo de diretor-executivo de plataforma empresarial. O executivo vai reportar diretamente a Mark Zuckerberg, o que sinaliza a dimensão da aposta feita pela tecnológica. Desai liderou durante mais de sete anos a plataforma de cloud empresarial ServiceNow, foi presidente da área de produto e engenharia da Cloudflare durante cerca de um ano. Até este mês, era presidente e CEO da MongoDB, um cargo que ocupou durante 11 meses. As ações da MongoDB estão a cair 20,72% após o anúncio da Meta.

“Nos próximos anos, a IA vai redefinir de forma fundamental a forma como as organizações de todas as dimensões inovam, crescem, atendem os clientes e gerem as suas operações comerciais”, diz CJ Desai em comunicado. “A Meta tem um papel único a desempenhar, uma vez que reúne modelos avançados e agentes de referência com um historial comprovado de ajudar milhões de anunciantes e centenas de milhões de empresas a expandir-se.”

Ao vender os seus serviços de IA a outras empresas, a Meta entra num mercado com concorrentes de peso: o Claude Code, da Anthropic, foi adotado por muitas empresas, assim como o Codex, da OpenAI, ou o editor de código com IA Cursor, que foi comprado pela SpaceX em agosto deste ano. E, presentes no mercado há ainda mais tempo, estão também a Google e a Microsoft, que conjugam tanto ferramentas de IA como soluções de comunicação corporativas.