O foguetão Starship chegou pela primeira vez à órbita terrestre. O maior lançador do mundo, desenvolvido pela SpaceX, descolou esta segunda-feira pela 14.ª vez desde a Starbase, no Texas. Os restantes 13 voos foram suborbitais e este ensaio foi apenas a segunda ocasião em que o foguetão também “soltou” satélites Starlink.
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A entrada em órbita só foi decidida mesmo no último minuto. A manobra de entrada estava prevista para cerca de 25 minutos após a descolagem, mas uma falha detetada num dos motores Raptor durante o lançamento chegou a colocar em causa o futuro da missão. Mesmo na emissão transmitida em direto na rede social X, afirmaram que só iriam avançar para órbita “se tivessem 100% de certeza de que o veículo estaria em segurança”. Poucos minutos depois, após “muitas conversas” na sala de controlo de lançamento, tiveram luz verde.
“Seguimos para órbita!”, anunciaram na emissão. E assim foi, com apenas um único motor a funcionar, a Starship começou a manobra de entrada em órbita a uma altitude de 275 km. A partir daí, ouviram-se os aplausos desde o posto de comando no Texas e poucos minutos depois começou a sair a terceira versão dos satélites Starlink, um por minuto. Dentro do maior foguetão alguma vez construído estavam 26 destes dispositivos.
Como previsto, o propulsor e módulo inferior Super Heavy amarou no Golfo do México. O regresso da Starship à Terra está previsto para quase 10 horas após o lançamento (cerca das 23h em Lisboa). No seu último voo, a Starship foi recuperada intacta no Oceano Índico pela primeira vez, em julho deste ano. O veículo foi, algumas semanas depois, recuperado e tem sido alvo de várias análises desde então. O 13.º voo foi a primeira vez que o foguetão emitiu satélites Starlink. E à semelhança do lançamento anterior, a SpaceX espera uma “aterragem entusiasmante” do módulo superior pela segunda vez.