O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, elogiou esta segunda-feira o selecionador de Portugal de futebol, Jorge Jesus, a quem reconhece uma liderança e forma de trabalhar “radicalmente diferentes”, por comparação ao seu antecessor, Roberto Martínez.
À margem das comemorações do 133.º aniversário do clube “azul e branco”, no Estádio do Dragão, no Porto, o dirigente analisou o começo de Jorge Jesus no comando técnico da seleção, premiado com vitórias frente ao País de Gales (1-0) e Noruega (2-1), a contar para a Liga das Nações.
“Ainda está a ambientar-se à seleção nacional, aos seus jogadores e precisa de mais tempo para treinar e implementar o seu método, que é único. As suas equipas sempre jogaram bem. A sua liderança e forma de trabalhar são radicalmente diferentes das do selecionador anterior. Os jogadores já começam a aderir às ideias, ontem [domingo] a vitória foi importante”, disse.
Na primeira paragem para as seleções, Villas-Boas fez uma leitura positiva das primeiras sete jornadas da I Liga, com o pleno de triunfos do FC Porto, que leva uma vantagem de cinco pontos para o Benfica, segundo classificado, e seis para o Sporting, terceiro.
“É fruto do nosso bom trabalho. As outras equipas perderam pontos e o FC Porto não fez mais do que a sua obrigação. No ano passado empatámos em casa com o Benfica, este ano ganhámos e conseguimos esta vantagem, devido aos nossos adversários terem perdido pontos noutros jogos. É continuar”, incentivou.
Ainda sobre o clássico frente ao Benfica, que os “dragões” venceram por 3-1, o presidente comentou as recentes polémicas em torno dos incidentes da partida, que levaram o Benfica a apresentar uma exposição formal ao Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
“São frustrações naturais. As primeiras deram-se após o fim do jogo e fruto da desilusão que acarreta perder. Depois dá-se um interregno de três semanas e o FC Porto-Benfica, enquanto maior jogo do campeonato português, tem esse impacto na vida das pessoas. Reflete-se sobre as diferentes perspetivas de cada um. Uns saboreiam as vitórias, outros as derrotas”, enquadrou.
No mesmo sentido, comentou com tom crítico as notícias que dão conta da intenção do Benfica em apresentar uma queixa ao CD por alegada agressão de Samu a Alexander Bah.
“Cada um busca os métodos mais criativos para arranjar maneira de suspender jogadores do FC Porto. Nada se vai passar, porque isto são atos que escapam aos árbitros nos minutos do jogo. O VAR não tinha as imagens para analisar a festinha que o Samu fez ao Bah de forma correta. Seguramente não seria expulsão. Isto é uma tentativa de condicionamento dos jogadores do FC Porto para o futuro”, leu.
Com o interregno para os compromissos das seleções, os portistas apenas regressam aos jogos oficiais em 10 de outubro, em encontro da oitava jornada da I Liga portuguesa, frente ao Marítimo, na Madeira.
Entretanto, em 2 de outubro, a partir das 18h00, o FC Porto defronta o Deportivo, do campeonato espanhol, no Estádio de Riazor, na Corunha, em jogo particular.