O Tribunal de Aveiro começou esta segunda-feira a julgar dois arguidos, pai e filho, acusados de vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025 nas regiões de Aveiro e Coimbra.
Os arguidos, de 43 e 22 anos, estão acusados de vários crimes de roubo, sequestro, furto qualificado e coação.
Durante o julgamento, o arguido mais velho admitiu apenas a participação num dos assaltos, juntamente com outra pessoa que não está acusada e que disse que, na data dos factos, estaria a viver na casa do filho.
O arguido disse ter sido contactado por este indivíduo que lhe pediu o seu número de contribuinte, para concluir uma venda de ouro, tendo recebido 200 euros em troca.
Após ter feito uma segunda venda de ouro, pediu mil euros ao amigo, que não lhe conseguiu pagar, tendo dito que aquele lhe propôs então participar num assalto a uma residência, em Cantanhede.
Disse ainda que aceitou participar nesse assalto, mas negou que o filho estivesse com ele nessa altura e que levassem uma catana ou qualquer arma branca.
O filho do arguido optou por ficar em silêncio na primeira sessão do julgamento.
A acusação refere que os dois arguidos assaltaram em abril de 2024, uma residência de emigrantes em Vagos, de onde foram subtraídas joias e relógios no valor de cerca de 18 mil euros.
Os dois estarão ainda envolvidos num roubo e sequestro ocorridos em outubro de 2025, numa residência em Cantanhede, tendo sido subtraída elevada quantia em dinheiro, bem como diversas peças em ouro.
Segundo a investigação, os dois arguidos entraram na habitação e surpreenderam a dona da casa, tendo-a amarrado e amordaçado. Em seguida, exigiram dinheiro e ouro e ameaçaram que lhe cortavam um dedo, se não contasse onde tinha um cofre.
Para além destas situações, o arguido mais novo terá participado, juntamente com outro indivíduo não identificado, num roubo por esticão em Mira e, pouco antes de ser detido, assaltou a residência de uma idosa de 86 anos que vivia sozinha em Ílhavo, tendo sido roubados vários objetos de ouro.
A acusação refere que o arguido arremessou a ofendida ao chão com extrema violência, partindo-lhe a prótese dentária, e arrancou-lhe dois brincos em ouro das orelhas e vários objetos em ouro, deixando a idosa amarrada e fechada na casa de banho.
O arguido mais novo foi detido em novembro de 2025 e o pai em março de 2026, encontrando-se ambos em prisão preventiva.