Do casamento da infanta Maria Francisca ao aniversário de Duarte Pio, e muitos outros momentos da agenda do duque de Bragança. Com a sua máquina fotográfica a tiracolo, serpenteando entre convidados, Nuno Albuquerque Gaspar era presença assídua em todos estes momentos, sempre fiel ao seu fervor monárquico. Morreu este sábado, aos 38 anos, na sequência de um enfarte. “A juventude, a frescura da juventude, devia ser prenúncio de um horizonte a perder de vista. Sinal de caminho largo e longo… Mas os desígnios da vida são insondáveis. Vemos desaparecer um monárquico militante, um artista talentoso, mas acima de tudo um amigo leal, inteiro. Era membro da Direção da Causa Real. Um companheiro que nunca fugiu ao trabalho e que pode agora descansar”, escreve a Causa Real.
“Foi com grande consternação que soubemos da morte inesperada do nosso associado Nuno de Albuquerque Gaspar. O Nuno acompanhou por muitos anos as atividades do movimento monárquico com uma excecional generosidade: encontrávamo-lo de máquina fotográfica em punho a cobrir os eventos que muitas vezes ajudava a realizar. Pessoa de convicções e trato afável, deu tudo o que tinha pelas causas em que se envolvia e pela profissão que abraçou: a fotografia. Não haverá palavras suficientes para manifestarmos a nossa gratidão”, sublinha nas suas redes a Real Associação de Lisboa, da qual era associado.
“O Nuno foi, acima de tudo, um homem de caráter, de lealdade e de princípios. Viveu com uma dedicação inteira aos valores da Democracia-Cristã, com a mesma autenticidade, generosidade e sentido de missão com que se entregava a tudo aquilo em que acreditava. Seria impossível não reconhecer a paixão pelo trabalho, o entusiasmo e a felicidade com que o desempenhava”, distinguiu o CDS, partido do qual era militante, nas suas redes sociais. Também vários amigos, como o chef Hélio Loureiro, lamentaram a morte do fotógrafo. “A partida do Nuno Albuquerque deixa uma profunda saudade. Homem de fé, católico convicto e monárquico de coração, viveu fiel aos seus valores e a Portugal. Perco um amigo; fica a memória. Que Deus o receba na Sua glória. Descanse em paz”, partilhou na sua conta. “O Movimento Monárquico perde um dos seus, e fica em dívida com o Nuno! É injusta esta partida tão extemporânea de alguém que a todos sempre tocou positivamente”, descreveu a Real Associação do Porto no rescaldo da notícia.
Natural de Lisboa, residente em Almada, segundo o Tomar na Rede, Nuno, ou Nuno “15” Albuquerque, como era conhecido, era antigo aluno do Instituto Politécnico de Tomar. Começou por ingressar no IPT na licenciatura em conservação e restauro, tendo depois mudado para o curso de fotografia, a grande paixão e a que dedicaria boa parte do seu tempo. Integrou também a Tuna Templária, que se junta às homenagens.
A 20 de setembro de 2025 entrava para a Irmandade Militar de Nossa Senhora da Conceição, na Igreja de Santa Cruz em Lamego, rodeado de bons amigos e de entidades civis, religiosas e militares, um “orgulho” que assinalou no seu Facebook.