O Eton College, escola masculina em regime de internato que foi frequentada pelos herdeiros da família real britânica e onde o príncipe George é aluno desde há semanas, mudou as suas regras sobre o uso de iPads pelos estudantes mais novos.
A medida surge dois anos depois de, numa carta assinada por mais de 100 pais, terem sido levantadas preocupações sobre o excessivo tempo de ecrã de alguns alunos. Ao site The Bureau of Investigative Journalism, um encarregado de educação detalhou como o filho passava horas a fio a jogar no iPad que é distribuído pelo colégio, para uso nas aulas, a cada novo aluno. Os estudantes mais novos de Eton têm 13 anos.
Apesar de uma ordem de um psicólogo para que o jovem só utilizasse papel e caneta nas aulas, o colégio de Eton não acatou o pedido, relata o pai.
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Contudo, já em 2024 os pais tinham pedido mudanças numa carta em que alertaram para as “provas claras de malefícios para um número significativo de alunos sob cuidado da escola devido a adicções de ecrã”. Os aparelhos estavam a ser usados para jogar e aceder à Internet durante as aulas ou no tempo destinado aos trabalhos de casa. Esta missiva só foi tornada pública agora, pelo The Bureau of Investigative Journalism.
As novas regras, anunciadas por Eton em julho — meses antes da entrada do príncipe George, a 8 de setembro —, determinam agora que os estudantes só podem usar um “browser seguro” para aceder a uma lista de sites aprovados pelos professores, e que os iPads têm que ser entregues diariamente e não podem ser usados entre as 21 horas e as 7 horas do dia seguinte. A prática já era seguida, mas os aparelhos eram entregues meia hora mais tarde.
Apesar de serem dados iPads a todos os alunos, em Eton é proibido desde 2024 o uso de smartphones, e são usados telemóveis mais antigos (os chamados dumb phones) da Nokia.
Em resposta ao site, Eton garantiu que a abordagem relativamente aos iPads “foi desenvolvida ao longo de muitos anos após contactos extensos com os alunos, pais e funcionários e é baseada tanto no aconselhamento de peritos, como na partilha das melhores práticas de outros do setor da educação”.
Além disso, o colégio diz ter avançado com mudanças às regras quanto ao uso de dispositivos digitais em cada um dos anos letivos desde 2024. “Qualquer sugestão de que as preocupações relativas ao tempo de ecrã ou atividade online foram desvalorizadas não é correta”, lê-se na nota citada pelo jornal Telegraph.
Os duques de Cambridge limitam o tempo de ecrã dos filhos e nem George, nem Charlotte nem Louis têm telemóvel. Em 2025, Kate Middleton alertou num ensaio para “uma epidemia de distração” causada pelos dispositivos digitais, especialmente quando usados à hora das refeições.