A estreia esteve longe de ser possível, mas ainda havia espaço para retificar. Num grupo exigente que tem ainda as seleções de Portugal e Noruega, Dinamarca e País de Gales entraram na Liga das Nações com o pé esquerdo, frente a duas das melhores seleções do planeta. No caso dos nórdicos, a derrota aconteceu em casa do rival escandinavo (3-2), ao passo que os britânicos caíram em Portugal. Com três jogos ainda por realizar nesta inédita pausa internacional, as duas equipas queriam responder já este domingo e podiam aproveitar o duelo entre as duas melhores seleções do grupo A4, na teoria, para se aproximarem dos lugares de apuramento para os quartos de final.
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“Conheço o Craig Bellamy há relativamente pouco tempo e ele conseguiu mudar a equipa. Eles querem jogar futebol. Contra Portugal, jogaram com uma grande velocidade no ataque. É algo que se tem de respeitar, aconteça o que acontecer. E têm o Ethan Ampadu no meio-campo, que consegue controlar o jogo. Têm uma ideia clara, mas também têm pontos fracos que procurámos – e encontrámos. Acreditamos que isso nos pode ajudar. Posso dizer que vamos fazer algo diferente do que fizemos em Oslo”, assumiu Brian Riemer.
“Podemos aprender muito [com o jogo contra Portugal], mas é um jogo diferente. A temperatura será diferente, a velocidade da bola será diferente. É um jogo completamente diferente, mas a intensidade física será a mesma. É assim que as coisas são. É este o nível. Temos jogadores capazes de entrar em campo e trazer de novo uma intensidade diferente. É por isso que sempre quis construir um plantel, porque acredito que, para jogar contra as melhores equipas — e especialmente neste formato atual —, não se consegue sobreviver sem um plantel. Se olharmos para o grupo neste momento, ambos já perdemos. Por isso, se quisermos terminar em terceiro, teremos de conseguir um resultado positivo amanhã [domingo]”, analisou Craig Bellamy.
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Com Victor Froholdt como suplente utilizado, a Dinamarca acabou por dominar a partida, mas só chegou ao golo na segunda parte, já depois de Gustav Isaksen ter tido um lance anulado na primeira parte. O primeiro remate certeiro nasceu de um livre de Mikkel Damsgaard no corredor direito, com Ben Davies a desviar para a sua própria baliza (53′). Pouco depois, os nórdicos beneficiaram de um livre igualmente na direita e, depois de uma série de ressaltos, Isaksen atirou de pé direito para o 2-0, com a bola a desviar ainda na barra (66′). Com esta vitória, a Dinamarca leva agora quatro triunfos seguidos frente ao País de Gales e igualou, à condição, Portugal e Noruega (2-0).