O Papa Leão XIV sublinhou neste sábado a “sede de sentido, de verdade e de realização que habita o coração de cada pessoa”, perante perto de 700 mil fiéis que assistiram à missa na Praça da Concórdia, em Paris.
A celebração religiosa marcou o final da visita de Leão XIV à capital francesa, visitada pela última vez em 2008 pelo líder da Igreja Católica, o Papa Bento XVI, que, na altura, juntou 260 mil fiéis para uma missa realizada na Esplanada dos Inválidos.
A missa ao ar livre celebrada pelo Papa Leão XIV na Praça da Concórdia, em Paris, no segundo dia de uma visita a França, começou pouco depois das 15h00, com a participação de cerca de 800 mil pessoas, segundo as estimativas do Vaticano, reunidas ao longo da Avenida dos Campos Elísios.
Na sua homilia, o Papa sublinhou a “sede de sentido, de verdade e de realização que habita o coração de cada pessoa”, perante a tentação de se contentar com “bens materiais, satisfações imediatas e pequenos ídolos”.
A multidão acompanhou em silêncio o missal e entoou os cânticos em coro. Estava prevista uma tonelada de hóstias para a comunhão, que se prolongou depois da partida de Leão XIV, que segue agora para Lourdes, a próxima etapa da sua deslocação a França.
Para chegar à estrutura provisória montada não muito longe do Obelisco de Luxor, com um altar branco encimado por uma cruz de quatro metros, o líder da Igreja Católica percorreu os Campos Elísios no Papamóvel, abençoando pelo caminho bebés e saudando a multidão de fiéis, muitos dos quais tinham chegado várias horas antes.
Na missa, ponto alto da visita do Papa a França, estiveram presentes várias figuras políticas, entre as quais os candidatos às eleições presidenciais Edouard Philippe, Gabriel Attal e Marine Le Pen, acompanhada por Jordan Bardella, bem como o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, o antigo Presidente Nicolas Sarkozy e os presidentes das duas câmaras do Parlamento, Yaël Braun-Pivet e Gérard Larcher.
O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, esteve representado pela sua mulher, Brigitte Macron.
A visita de Leão XIV a França, que o levará a Metz na segunda-feira, depois da passagem por Lourdes, decorre sob fortes medidas de segurança, envolvendo 17 mil voluntários e cerca de 15 mil polícias, com um orçamento de 27 milhões de euros.
Antes da celebração religiosa, durante a manhã, Leão XIV visitou a Maison Bakhita, uma associação diocesana de apoio aos migrantes.
“Uma casa que mostra a toda a cidade que é possível encontrarmo-nos e vivermos juntos com dignidade e em paz”, declarou, depois de ouvir os testemunhos de um exilado afegão e de um nigeriano nesta associação situada num bairro popular.
Leão XIV afirmou ainda estar “maravilhado” com o número crescente de novos batizados em França, alguns dos quais encontrou na sede histórica da “Catho de Paris”.