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Após as buscas realizadas na quarta-feira nas instalações da Polícia Judiciária (PJ), a ministra da Justiça reafirmou esta quinta-feira à Rádio Observador a sua confiança na instituição e no diretor nacional, Carlos Cabreiro. Rita Alarcão Júdice defendeu ainda a autonomia do Ministério Público nas investigações.
“A PJ é uma instituição sólida com uma competência reconhecida nacional e internacionalmente. A sua missão e dedicação de serviço público são inquestionáveis”, disse, a descrever aquela polícia como uma “casa forte, construída sobre rocha, que merece a confiança do Estado e dos cidadãos”. O inquérito visa perceber se há indícios de escutas ilegais no processo Rui Pinto — como foi denunciado por um coordenador da Judiciária.
O sucessor de Luís Neves manteve as declarações dadas no processo Football Leaks e garantiu que não vai deixar o cargo assumido em abril, noticiou a RTP. As buscas foram realizadas tanto no gabinete de Cabreiro (cujo computador foi escrutinado) como no do inspetor David Freitas, que teve o telefone e computador apreendidos no âmbito da denúncia realizada pelo próprio contra o diretor. O processo está a decorrer em segredo de justiça e sem arguidos.