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Mais de 100 pessoas foram a tribunal alegar lesões cerebrais após andarem em montanha-russa na Califórnia

Mais de 100 pessoas já apresentaram queixa sobre danos causados após a visita numa atração de um parque na Califórnia. Uma mulher está no hospital desde julho após andar na montanha-russa.

Larissa Faria
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Uma experiência com o intuito de entreter pode ter causado o efeito contrário em mais de 100 pessoas na cidade de Santa Clarita, na Califórnia, nos Estados Unidos da América (EUA). Após andarem na montanha-russa “X2”, no parque Six Flags Magic Mountain, alguns dos visitantes alegaram ter sofrido “danos cerebrais catastróficos”, afirma a defesa dos afetados, que após a repercussão dos casos diz ter sido contactada por mais de 300 pessoas alegadamente lesionadas.

Várias das vítimas relataram fortes impactos entre a cabeça e o assento. Em julho, a rápida aceleração e desaceleração do equipamento pode ter provocado hemorragias cerebrais em duas mulheres, que tiveram de recorrer a cirurgias de urgência para conter os danos causados — uma delas está no hospital desde então. Após os episódios, a atração do parque foi encerrada ao público no dia 12 de julho, noticiou o The Guardian.

Jovem fica paraplégica no Brasil

Duas mortes e uma dúzia de relatos de lesões graves já haviam sido registados nos últimos 20 anos na estrutura fabricada pela empresa Arrow Dynamics, segundo uma investigação da CNN. Em 2022, Christopher Hawley, de 22 anos, morreu num hospital com hemorragia cerebral grave cerca de dez horas após andar na montanha-russa. Num comunicado aos meios de comunicação social, o parque de diversões declarou não comentar processos judiciais. Na página do espaço, são referidos assentos que rodam 360 graus e quedas de cabeça para baixo e viradas para o chão. “A X2 é verdadeiramente assustadora”, afirma o parque, que convida o público a “sentir o seu sentido de orientação desaparecer enquanto voa por uma variedade irreal de mergulhos, giros e torções”.

O impacto entre uma montanha-russa e o corpo dos visitantes foi também notícia no Brasil na última semana, apesar de o caso ter ocorrido em abril. Júlia Bossoni, de 28 anos, desmaiou após andar na montanha-russa “Montezum”, no parque Hopi Hari, a cerca de 70 quilómetros de São Paulo. Com um diagnóstico de traumatismo cranioencefálico, Júlia passou por cirurgias, ficou 57 dias internada e perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, avançou no domingo o Fantástico (TV Globo).