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(A) :: Primeiro-ministro da Austrália revela que agente da OpenAI entrou em site do governo em junho

Primeiro-ministro da Austrália revela que agente da OpenAI entrou em site do governo em junho

Agente terá entrado no portal de estatísticas Medicare, mas autoridades acreditam que não terá acedido a dados pessoais. Caso está a ser investigado.

Cátia Rocha
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O primeiro-ministro da Austrália revelou que um agente de inteligência artificial (IA) da OpenAI terá conseguido infiltrar-se num site do governo australiano em junho.

“Este incidente ocorreu em junho deste ano e envolveu um agente da OpenAI que obteve acesso não autorizado ao portal público do Serviço de Relatórios Estatísticos do Medicare, que é gerido pela Services Australia”, declarou Anthony Albanese aos jornalistas em Nova Iorque, escreve a Reuters.

Estão em curso investigações, mas o governante explicou que as autoridades acreditam que o agente não terá acedido a dados pessoais.

Albanese revelou que já falou com Sam Altman, CEO da OpenAI, e que expressou a “extrema preocupação da Austrália com este incidente”. “E também manifestei a minha deceção pelo facto de a empresa ter demorado demasiado tempo a informar o governo do que tinha acontecido”, em declarações citadas pela australiana ABC. “A forma como a notificação foi feita também foi inaceitável.”

“Isto é totalmente inaceitável”, declarou Richard Marles, ministro da Defesa australiano, que assumiu temporariamente as funções de Albanese enquanto este está em Nova Iorque. “Penso que é, na verdade, uma espécie de aviso sobre a necessidade de, a nível global, desenvolvermos a IA com muito cuidado.”

Marles explicou que o governo soube “há algumas semanas” do incidente de junho e que os ministros foram informados na semana passada.

A OpenAI revelou em julho um incidente com os seus agentes de IA, que atacaram a plataforma de código Hugging Face, fugindo às instruções recebidas durante um teste. Algumas semanas depois, o laboratório de IA publicou informação mais detalhada sobre a forma como um grupo de cerca de 700 agentes se organizou como um “enxame” para atacar a Hugging Face e, mais tarde, também os próprios sistemas da OpenAI.

A OpenAI descreveu o episódio como um “sinal de alerta” de que tinham sido desenvolvidas “capacidades” que “criam a possibilidade de incidentes de perda de controlo”.

https://observador.pt/especiais/um-ataque-concertado-agentes-sacrificados-e-ate-uma-hierarquia-como-o-caso-hugging-face-expos-o-que-pode-correr-mal-na-ia/

Depois disso, a OpenAI revelou mais seis incidentes com agentes. Na semana passada, publicou um novo conjunto de regras para divulgar de forma mais célere incidentes de segurança com IA.

https://observador.pt/especiais/se-transparente-apenas-se-te-pedirem-openai-teve-mais-incidentes-com-agentes-e-adotou-regras-para-divulgar-mau-comportamento-da-ia/

A OpenAI está longe de ser a única empresa a ter casos de agentes que fugiram às regras: a Anthropic e também a Meta já revelaram situações semelhantes. Na semana passada, foi a vez de a Google revelar que o Gemini acedeu aos sistemas de três empresas.

Na semana passada, a Agência Espanhola de Proteção de Dados (AEPD) revelou que recebeu a primeira notificação sobre um ataque feito por um agente de IA.

https://observador.pt/2026/09/16/protecao-de-dados-espanhola-recebeu-primeiro-alerta-sobre-um-ataque-feito-por-um-agente-de-ia/