O presidente do Sporting, Frederico Varandas, usou esta terça-feira a presença nos quartos de final da última Liga dos Campeões de futebol para defender o treinador Rui Borges.
No Portugal Football Summit, em Oeiras, Frederico Varandas considerou que a presença na Liga dos Campeões “é completamente indispensável” para o clube e que a disputa dos quartos de final na última temporada foi muito importante.
“Vou exagerar um pouco, mas é a diferença entre o clube estar vivo ou morto. É entrar logo com 40 milhões de euros líquidos. É importante para conseguirmos preparar a época desportiva. A presença nos quartos de final é algo extraordinário, é um feito do treinador, atualmente muito mediático”, assumiu.
Varandas lembrou que a presença nessa fase foi “uma performance que deu 80 milhões de euros”, admitindo que trocaria por um título, embora esse valor vá “muito além do que é preciso hoje, dá condições para continuar o crescimento”, pelo que a Liga dos Campeões “é o objetivo principal”.
“A performance de um treinador tem várias condicionantes, e este não é muito valorizado”, lamentou Varandas, que lembrou o triunfo sobre o Galatasaray na estreia na fase de liga da Champions esta temporada, salientando a diferença de orçamento entre o Sporting e o campeão turco, que “contrata jogadores no Bayern Munique, no Manchester City”.
Apontando várias vezes os cinco anos seguidos com lucro da SAD “leonina”, o presidente assumiu que a decisão de vender jogadores “não é uma escolha é uma obrigação”, assegurando que “o Sporting precisa de jogadores que possam fazer crescer o clube e que possam crescer” e que “depois tem de fazer mais-valias”.
“Os cinco anos a dar lucro permitiram-nos fazer o maior investimento de sempre na SAD, cerca de 120 milhões de euros de investimento, mas fizemos cerca de 150 milhões de vendas. Estamos a falar de um investimento muito forte, mas completamente sustentado. Nunca daremos um passo maior do que a perna, mesmo que haja um histerismo de vencer. Eu sei que é importante vencer, mas sempre com sustentabilidade e garantia de futuro. Para o ano o Sporting vai continuar a ser competitivo e a lutar pelos títulos”, afiançou.
Eleito pela primeira vez em 2018, Frederico Varandas lembrou o seu momento mais difícil, após a sua segunda época, que o clube terminou na quarta posição da I Liga, com a venda de Bruno Fernandes e a necessidade de baixar os custos.
“Tomámos uma decisão de manter o rumo. No terceiro ano baixámos ainda mais a massa salarial e investimos menos do que no ano em que ficámos em quarto lugar. Estávamos preparadíssimos para correr mal, e não terminar o mandato ou não sermos reeleitos. Seguimos o caminho, mas conseguimos incrivelmente ser campeões”, recordou.