O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, acusou diretamente Marrocos de ter falhado o seu sistema de controlo de fronteira durante a crise migratória de Ceuta, que começou no final de julho, e afirmou que os parceiros europeus não foram solidários com Madrid, da mesma forma que foram no passado com Lampedusa ou com a Gronelândia.
“Pedimos ações e respostas a Marrocos. É evidente que o seu controlo da fronteira falhou”, afirmou em entrevista a Christiane Amanpour, da CNN, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, referindo também que o Governo de Madrid vai aplicar mecanismos legais para que os migrantes possam ter direito a proteção internacional.
https://twitter.com/amanpour/status/2102456338936717450
Questionado sobre os documentos que revelam que as autoridades espanholas foram avisadas de uma potencial vaga migratória, o primeiro-ministro espanhol justifica que “não havia nenhuma evidência clara” de que pudesse acontecer algo do género. No entanto, afirma que o executivo está a investigar o sucedido e que está a trabalhar para repatriar os migrantes.
“Vamos fazer o trabalho [de repatriar os migrantes] com dignidade. Os imigrantes não são gado, mas humanos. O que temos de fazer como uma grande democracia como é Espanha”, conclui.
https://observador.pt/2026/09/09/secretas-espanholas-avisaram-autoridades-de-espanha-e-marrocos-de-tentativas-de-entradas-a-nado-em-ceuta-no-dia-seguinte/
Na segunda-feira, o chefe da diplomacia espanhola, José Manuel Albares, avisou que podia haver um “novo grande salto” em Ceuta na quarta-feira, na sequência das eleições em Marrocos, e assegurou estar em contacto permanente com o seu homólogo marroquino.