O preço das casas em Portugal registou um aumento homólogo de 16,5% no segundo trimestre, segundo o INE, uma desaceleração face aos 17,8% do trimestre anterior (também em termos homólogos). Além da desaceleração nos preços, que foi a segunda consecutiva, os dados apontam, também, para uma redução de 6,4% no número de transações.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Segundo o organismo oficial de estatística português, “no 2.º trimestre de 2026, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços da Habitação (IPHab) foi 16,5%, menos 1,3 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao trimestre anterior”.

O INE acrescenta que, neste segundo trimestre, os preços das habitações existentes – isto é, as casas usadas – aumentaram a um ritmo superior ao das habitações novas, 18,0% e 12,3%, respetivamente.
Em relação ao trimestre anterior, o IPHab cresceu 3,6% (3,8% no 1.º trimestre de 2026). “Por categoria, os preços dos alojamentos existentes aumentaram 3,6%, uma variação próxima da observada nos alojamentos novos (3,5%)”, acrescenta o INE.
Por outro lado, o organismo nota que, “entre abril e junho de 2026, foram transacionadas 40.142 habitações, o que representa uma diminuição de 6,4% por comparação com o mesmo trimestre de 2025”. Em termos de valor, e não de número de transações, “nos meses referidos, o valor dos alojamentos transacionados fixou-se em 10,7 mil milhões de euros, mais 4,2% que em idêntico período do ano anterior”.
Valor transacionado no Alentejo sobe mais de 20%
O relatório do INE inclui alguns dados sobre as diferentes realidades no território português, mostrando que em locais como o Algarve e a Madeira já está a haver reduções do valor das transações (totais).
No trimestre de referência, com exceção do Algarve e da Região Autónoma da Madeira, nas demais regiões, os valores das transações de alojamentos continuaram a crescer em termos homólogos. As taxas de variação mais elevadas, com registos acima da média nacional, foram observadas no Oeste e Vale do Tejo, Centro, Região Autónoma dos Açores, Península de Setúbal e Alentejo, com aumentos compreendidos entre os 5,5% e 20,2%”, afirma o INE.
Também no que diz respeito ao número de transações é no Alentejo que a dinâmica está a ser mais forte. “No 2.º trimestre de 2026, tal como no anterior, todas as regiões apresentaram uma redução homóloga no número de transações tendo as mesmas sido menos expressivas no Alentejo (-0,8%) e na Península de Setúbal (-2,1%) e mais intensas na Região Autónoma da Madeira (-15,2%) e no Algarve (-12,4%)”, pode ler-se no relatório.

Os dados indicam, ainda, que “no 2.º trimestre de 2026, os compradores com domicílio fiscal fora do Território Nacional adquiriram 1.890 alojamentos (4,7% do total), o que representa uma redução homóloga de 10,3%”.