(c) 2023 am|dev

(A) :: Ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 exigem que houthis cessem ameaças e ataques contra transporte marítimo

Ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 exigem que houthis cessem ameaças e ataques contra transporte marítimo

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 pedem aos houthis que cessem os ataques, que consideram que podem alimentar uma "perigosa" escalada do conflito, pedindo "segurança marítima".

Agência Lusa
text

Acompanhe o nosso liveblog sobre os conflitos internacionais

Os rebeldes houthis do Iémen devem “cessar imediatamente todas as suas ações militares, ameaças e ataques” contra o transporte marítimo, exigiram os ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco dos países mais industrializados do mundo, o G7.

“Os seus atos condenáveis constituem uma perigosa trajetória de escalada que ameaça agravar ainda mais o conflito, prejudicar o comércio internacional e criar instabilidade económica à escala global”, disseram os chefes da diplomacia do G7.

Numa declaração à margem da sessão anual da Assembleia Geral da ONU, os ministros reafirmaram “a necessidade absoluta de garantir a segurança marítima permanente, bem como os direitos e liberdades de navegação em todo o mundo”.

O bloco G7 é um fórum político e económico informal composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, embora a União Europeia seja praticamente um membro de facto com representação política permanente.

O G7 apelou ainda ao Irão para que interrompa o fornecimento de armas e o apoio aos houthis.

O retomar das hostilidades no Iémen, onde os houthis pró-Irão consolidaram o controlo sobre o estratégico Estreito de Bab el-Mandeb, já afeta fortemente as exportações da Arábia Saudita, com uma queda acentuada do tráfego na região.

A passagem, que liga a Europa à Ásia através do Mar Vermelho e do Canal do Suez — rota já muito utilizada antes da guerra no Médio Oriente —, tornou-se ainda mais importante para a Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, desde que o Irão bloqueou o Estreito de Ormuz, do outro lado da Península Arábica.

O Iémen, país vizinho da Arábia Saudita, foi arrastado em julho para o conflito regional desencadeado pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, no final de fevereiro.

No início de setembro, os houthis lançaram uma grande ofensiva e tomaram toda a costa iemenita virada para o Mar Vermelho, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb.

“Continuaremos a apoiar o Governo legítimo do Iémen no futuro e reafirmamos o nosso firme compromisso com a unidade, a soberania, a independência e a integridade territorial do Iémen”, salientam os ministros do G7.

O bloco espera evitar uma perturbação duradoura nas cadeias de abastecimento globais de energia, fertilizantes e produtos alimentares.

A França está pronta para trabalhar na proteção das infraestruturas energéticas sauditas visadas pelos houthis, numa “abordagem estritamente defensiva”, tinha anunciado anteriormente uma fonte diplomática.

Num comunicado separado, a presidência francesa do G7 lembra que a Ucrânia é uma prioridade.

A reunião dos ministros do G7 em Nova Iorque — sem a presença do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que esteve, no entanto, representado — permitiu reafirmar o “apoio inabalável” à Ucrânia, “à sua soberania e à sua integridade territorial”, destaca a presidência francesa.

“As discussões centraram-se no reforço do apoio financeiro e militar à Ucrânia, especialmente em termos de defesa antiaérea”.