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Ex-marido de Lindsay Clancy diz que a "perdoou". "Fiz o melhor que podia"

Patrick Clancy deu entrevista em que diz que saúde mental pode ser "enganadora" e que títulos agressivos sobre a ex-mulher foram injustos.

Mariana Lima Cunha
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O ex-marido de Lindsay Clancy, a mulher acusada de matar os três filhos pequenos nos Estados Unidos, deu a primeira entrevista após o julgamento — que acabou sem consenso entre o júri — para dizer que perdoou a ex-mulher e que fez o melhor que pôde para ajudá-la, mas admitindo que não terá reparado nalguns sinais de alarme enquanto Lindsay lidava com uma depressão pós-parto.

Em entrevista à CBS, à qual também se juntou a mulher com quem se casou entretanto, Rachel Danis, Patrick Clancy disse que teria sido “corroído por dentro” se não tivesse perdoado a mulher pela morte das três crianças — Cora, de cinco anos, Dawnson, de três, e Callan, um bebé de outro meses — na casa em que viviam, em Massachussets.

E garantiu que fez “o melhor que podia” para apoiar a mulher nos meses em que esta sofreu com a doença mental e em que pediu por várias vezes ajuda, incluindo para ser internada. “Não sei como gerir uma doença pós-parto. Acho que a doença mental têm a capacidade para ser tragicamente enganadora“, explicou. Já tinha no passado explicado que no dia em que a mulher ficou com as crianças, acabando por matá-las, tinha até a convicção de que estava num dos seus “melhores dias”.

https://www.youtube.com/watch?v=591hDA5hjU0

O antigo marido e pai das três crianças criticou os títulos mais radicais sobre o caso, que apelidavam Lindsay Clancy de “mãe assassina”, “assassina de bebés” ou “monstro”, para dizer que “nenhum deles era factual” e que acredita que o que se passou se deveu à saúde mental degradada de Lindsay — cuja defesa defendeu, em tribunal, que estava a passar por uma psicose pós-parto. Depois de matar os filhos, a mulher atirou-se da janela do segundo andar da casa, tendo ficado paraplégica.

“Acho que fiz o melhor que conseguia com o que tinha naquela altura. E vivo com o desfecho. Vivo com isso todos os dias”, desabafou na mesma entrevista, tendo admitido que chegou a ter pensamentos suicidas depois do que aconteceu: “Pensei que não chegaria ao meu 35º aniversário. E estava resolvido com isso”.

Depois de ter sido muito criticado nas redes sociais, acusado de não ter apoiado a então mulher o suficiente e com as fotografias que o mostravam ao lado da nova esposa a correrem a internet, Patrick Clancy vem agora dizer que essas especulações foram “muito prejudiciais para o legado das crianças” e uma “grande distração” do que verdadeiramente importa neste caso — “a saúde perinatal”.

“E faz com que seja difícil estar em público”, depois de “mentiras atrás de mentiras” terem sido disseminadas, argumentou. Na entrevista, Patrick Clancy disse ainda estar ansioso por contar aos futuros filhos com Rachel como eram os irmãos.