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Certificados de aforro com investimento recorde em agosto, uma subida de 16% face ao período homólogo

Havia no final de agosto 44.604 milhões de euros aplicados em certificados de aforro, após 23 meses consecutivos de aumento do montante investido. Euribor mais elevada atrai aforradores.

Agência Lusa
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O montante investido em certificados de aforro voltou a subir em agosto, pelo 23.º mês consecutivo, subindo 15,7% em termos homólogos para um novo máximo histórico, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco de Portugal (BdP).

No total, havia 44.604 milhões de euros investidos em certificados de aforro (CA) no final de agosto, o valor mais alto desde o início da série do BdP, em dezembro de 1998, e representando uma aceleração face ao crescimento homólogo de 14,7% registado em julho.

Em termos nominais, havia no final de agosto deste ano mais 6.058 milhões de euros aplicados em CA que no mesmo mês de 2025 e mais 753 milhões de euros que em julho. Agosto foi, assim, o 23.º mês consecutivo de subida do valor global em certificados de aforro.

Após uma forte procura, impulsionada com a subida das Euribor, os CA começaram a perder o interesse dos aforradores quando, em junho do ano passado, a série de certificados em comercialização (‘série E’) foi substituída pela ‘série F’, com uma taxa de juro mais baixa.

Ainda assim, os investidores voltaram a optar por este instrumento, que mais que compensou o desinvestimento em certificados do tesouro (CT), que recuaram em agosto para 6.441 milhões de euros, menos 91 milhões de euros que em julho e uma quebra de 24,2% (-2.058 milhões de euros) em termos homólogos.

O valor investido em CT, agora no valor mais baixo desde janeiro de 2015, tem descido de forma consecutiva desde outubro de 2021, quando atingiu um máximo de 17.865 milhões de euros.

Segundo os dados estatísticos da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP mais recentes, referentes a julho, as emissões de novos CT foram, nesse mês, de 298 milhões de euros, enquanto as saídas (resgates) totalizaram 326 milhões de euros. Apesar de a emissão ter sido inferior à amortização no mês de julho, o valor emitido foi 4,5 vezes o valor total emitido nos seis meses anteriores, que representava 66 milhões de euros.

No início de julho, o Governo anunciou os moldes para os Certificados do Tesouro Série 5, que substituíram os atuais Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV). A taxa de juro do primeiro ano é de 2,35%, subindo para 2,45% no segundo e terceiro, para 2,65% no quarto e quinto, para 2,75% no sexto e sétimo, para 2,85% no oitavo e nono e, por fim, para 3,35% no décimo e último.

Já o valor mais baixo em CA foi registado em novembro de 2012, quando Portugal estava a cumprir o plano de resgate e a taxa de desemprego disparou, contabilizando-se, então, 9,7 mil milhões de euros em investimento nestes títulos.

Os dados divulgados pelo BdP registam ainda que, em agosto, a dívida direta do Estado aumentou 1,0% em termos homólogos, para 315.889 milhões de euros, depois de uma subida de 891 milhões de euros em cadeia.

Noutros instrumentos de dívida, em termos homólogos, as obrigações do tesouro (OT) mantiveram-se praticamente inalteradas em 179.444 milhões de euros, enquanto os bilhetes do tesouro (BT) avançaram 12,6% para 13.633 milhões de euros.