Acompanhe o nosso liveblog sobre os conflitos internacionais
A Austrália defendeu esta segunda-feira os seus protocolos de segurança após notícias de que peças sobressalentes do avião de combate norte-americano F-35, fabricadas perto de Sydney e destinadas aos Estados Unidos, foram parar a Hong Kong.
“O Governo australiano leva muito a sério a proteção de tecnologias classificadas e sujeitas a controlos de exportação”, declarou um porta-voz das forças de defesa australianas em comunicado.
O meio de comunicação Politico relatou que uma carga de peças sobressalentes do F-35 foi desviada para Hong Kong após sair da Austrália, levantando receios de que a China possa ter tido acesso ao sistema de armas.
A carga incluía uma cúpula com um revestimento especial para cobrir a cabina de pilotagem cuja tecnologia permite reduzir a assinatura de radar, de acordo com a agência francesa AFP.
O Politico referiu que se desconhece o motivo pelo qual o material foi desviado para a região chinesa e quem o detém atualmente.
O fabricante Lockheed Martin disse ao órgão de comunicação social que não podia prestar declarações sobre as exportações por razões de segurança.
A Austrália possui 72 aviões F-35 e faz parte dos sete países, fora dos Estados Unidos, que partilham um inventário global de peças sobressalentes.
A lista integra ainda o Canadá, a Dinamarca, a Itália, os Países Baixos, a Noruega e o Reino Unido.
Doze outros países compraram o caça F-35, entre os quais o Japão, Singapura e a Coreia do Sul.