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(A) :: Santos Silva diz que está em curso "operação política evidente" que quer "tentar liquidar a PJ"

Santos Silva diz que está em curso "operação política evidente" que quer "tentar liquidar a PJ"

Augusto Santos Silva afirma, sobre as polémicas que envolvem o ministro Luís Neves, que "não devemos contribuir ingenuamente para uma operação política de liquidar a PJ”.

Edgar Caetano
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Há “muitas coisas negativas a apontar” ao ministro Luís Neves, mas “não devemos contribuir ingenuamente para o sucesso de uma operação política evidente que está a decorrer, que é a operação de tentar liquidar a PJ“. A declaração é de Augusto Santos Silva, antigo ministro socialista e ex-presidente da Assembleia da República.

Em entrevista ao jornal Público, Santos Silva considera que existe uma campanha para “liquidar a PJ e aqueles que, no seu passado e no seu presente, à frente da PJ ou à frente da Administração Interna, souberam distinguir entre criminalidade, segurança, migrações”. Isto embora existam, reconhece, aspetos da atuação (passada) de Luís Neves na PJ e na sua vida pessoal que são “coisas negativas” que podem ser apontadas ao atual ministro.

“Devemos preocupar-nos com as políticas e as práticas de governação” e, “nesse sentido, os ministérios do Trabalho, da Saúde e da Educação são exemplos particularmente negativos de um estilo de governação transversal a este Governo”. Porém, diz Santos Silva, “no que diz respeito à Administração Interna, o caso é diferente, em primeiro lugar, porque quando a gente olha para a governação do atual ministro, é preciso reconhecer as coisas positivas que ele fez, designadamente para melhorar aquele inferno que era a entrada no aeroporto de Lisboa ou mesmo a forma como tem conduzido a época de combate aos fogos”.

Questionado sobre se é o Chega que está por detrás dessa campanha, Santos Silva considera que não lhe parece que “seja só um partido político”. Ou seja, “há ajustes de contas internos à PJ, mas há uma tentativa de limpar o terreno à progressão no aparelho de Estado por parte daqueles que acham que as questões das migrações devem ser tratadas ao mesmo tempo que as questões da segurança. E, portanto, percebo que o PS, ao mesmo tempo, critique o ministro, mas não participe nessas operações”.