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(A) :: Perderam duas batalhas mas foram a tempo de ganhar a guerra: Sp. Braga vence FC Porto na "negra" e conquista Taça Ibérica feminina

Perderam duas batalhas mas foram a tempo de ganhar a guerra: Sp. Braga vence FC Porto na "negra" e conquista Taça Ibérica feminina

Tira-teimas da última decisão do Campeonato caiu para o finalista vencido, com Sp. Braga a conquistar primeira Taça Ibérica feminina da história após derrotar FC Porto na "negra" em Estremoz (3-2).

Bruno Roseiro
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Uma primeira edição com vitória espanhola numa final contra uma equipa portuguesa (JAV Olímpico frente ao Sporting, 3-2), segunda edição com vitória portuguesa numa final 100% nacional (FC Porto-Benfica, 3-1), uma terceira edição depois de um hiato no último ano que tinha de novo duas formações da Liga portuguesa na disputa do título. Mais: se em 2025/26 o FC Porto foi superior ao Sp. Braga na final do Campeonato com um triunfo por 3-1, agora surgia um tira-teimas em Estremoz, que recebia a Taça Ibérica feminina.

E as meias-finais, realizadas este sábado, mostravam bem o momento das duas equipas. Defrontando o atual campeão espanhol, o CAV Esquimo Dos Hermanas, o Sp. Braga conseguiu ganhar o set inicial nas vantagens por 27-25 e não deu depois hipóteses nos restantes parciais com 25-16 e 25-14. De seguida, o FC Porto não quis ficar atrás, batendo as vice-campeãs espanholas do CD Heidelberg também pela margem máxima de 3-0 (25-15, 25-15 e 25-17). Imperou a delegação nacional, o troféu ficava de novo em Portugal em 2026.

“Não começámos da melhor forma a meia-final mas conseguimos manter-nos focadas, continuar a lutar e manter a cabeça no jogo. Demos a volta logo no primeiro set, o que nos permitiu ganhar confiança, entrar no nosso ritmo e impor o nosso jogo. A Taça Ibérica é um troféu que estamos a disputar e que resulta do trabalho desenvolvido na época passada. Por isso, queremos dignificar aquilo que foi feito antes e não há melhor forma de o fazer do que lutar pela vitória e conquistar este troféu. Podem esperar verdadeiras Guerreiras do Minho”, frisara Gabi Coelho, internacional portuguesa que passou por Leixões e FC Porto e reforçou esta época as minhotas, que apresentavam uma dezena de caras novas para atacarem o título.

“É uma transição de época praticamente com a mesma base da temporada passada. Para nós, subir o nível vai ser muitas vezes mantê-lo. Estar sempre num nível muito elevado é mais difícil do que o subir. Com estas jogadoras, tivemos uma qualidade de trabalho bastante satisfatória numa época difícil e agora, mais do que nos reinventarmos, temos de manter o nível de uma temporada para a outra, sempre com o objetivo de melhorarmos. O Sp. Braga é um adversário que conhecemos bem. Não o plantel, que tem uma base renovada, mas o staff é o mesmo. No pouco que conseguimos ver nas meias-finais, deu para ver ideias que já vinham do ano passado. Se olharmos para a equipa do ano passado, é agora uma equipa mais alta, mais forte no bloco e no ataque, com uma distribuidora diferente, mas que já conhecemos bem. As equipas vão ter de se adaptar ao longo do jogo e espero mais um jogo de altíssimo nível”, salientava o técnico portista Miguel Coelho.

A competitividade esteve sempre presente, a emoção também. Apesar de ter perdido os dois primeiros sets por diferenças que não deixaram dúvidas (25-17 e 25-19), o FC Porto nunca desligou por completo do jogo, foi superior no terceiro parcial para reduzir para 2-1 com um triunfo por 25-17 e “esmagou” as minhotas no quarto set com uma vitória por 25-7. Tudo ficava em aberto na “negra”, uma decisão onde o conjunto do Minho voltou a reencontrar-se com a sua melhor versão, conseguiu cedo abrir uma vantagem de quatro e cinco pontos e conseguiu mesmo fechar com um triunfo por 15-9 que valeu a primeira Taça Ibérica feminina para as bracarenses na antecâmara do arranque de um Campeonato “a quatro” com Benfica e Sporting.