Não foi propriamente uma semana fácil para o Manchester United. Depois da derrota com o Manchester City no dérbi da semana passada, com direito a um erro de arbitragem assumido, seguiu-se uma dramática eliminação da Taça da Liga às mãos do Brighton e desperdiçando uma vantagem de dois golos. Este domingo, a ideia era responder de imediato — até porque Michael Carrick começava a ser colocado em causa.
Contratado como interino na sequência do despedimento de Ruben Amorim no início do ano, o antigo médio inglês acabou por ficar com o lugar graças a uma boa reta final de temporada, com a estrutura do Manchester United a optar por manter uma ideia que parecia estar a resultar ao invés de escolher um novo treinador e iniciar mais um capítulo. A continuidade, porém, parece não estar a correr como esperado — mesmo que Carrick rejeite a possibilidade de não continuar no cargo.
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“É ridículo pensar dessa forma na posição em que estou, isso nem sequer está no meu radar. São dois ou três jogos em que não tivemos certos resultados e são dois ou três jogos a mais porque odeio mesmo perder. Mas isso não significa que o mundo desabou”, começou por dizer. “Preciso de mostrar mais emoção? De que forma? Estou a perguntar, como? O que querem que mostre? A responsabilidade é minha, estou bem com isso. Não se trata de um jogo de culpas, todos procuramos coisas para analisar, apontar e encontrar culpados. Culpem-me a mim, não há problema”, explicou o inglês.
Assim, este domingo e em Londres, Michael Carrick lançava Marcus Rashford, Bruno Fernandes e Mbeumo no apoio a Matheus Cunha, com Diogo Dalot na direita da defesa e Kobbie Mainoo e Tielemans no meio-campo, enquanto o reforço Carlos Baleba era convocado pela primeira vez. Do outro lado, num Fulham que vinha de um empate com o Liverpool em Anfield, mas também de uma vitória contra o West Ham na Taça da Liga, Gonzalo García era a referência ofensiva de Álvaro Arbeloa, com Oscar Bobb, Josh King e Alex Iwobi nas costas.
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Numa primeira parte que terminou sem golos, o Fulham foi a melhor equipa, mas o Manchester United teve as melhores oportunidades — incluindo um lance logo nos instantes iniciais em que Lisandro Martínez obrigou Bernd Leno a uma defesa brutal (10′). Já no segundo tempo, num lance para lá de caricato, o mesmo Lisandro Martínez acabou por abrir o marcador à boleia de um autogolo inexplicável na sequência de uma defesa de Senne Lammens para a frente (63′).
Álvaro Arbeloa foi o primeiro a mexer, lançando Kevin e César Palacios, e Mbeumo ficou muito perto de empatar com um remate que Bernd Leno voltou a parar com uma intervenção impressionante (67′). Michael Carrick tentou navegar a onda com as entradas de Mason Mount e também Patrick Dorgu e, embora sem grande engenho, os red devils conseguiram mesmo chegar ao empate através de Matheus Cunha, que rematou de fora de área e aproveitou um desvio num adversário para enganar Leno (89′).
Já nada mudou até ao fim e o Manchester United empatou com o Fulham em Londres, somando o terceiro jogo sem ganhar, mas fugindo à terceira derrota consecutiva — com Michael Carrick a resgatar um autêntico balão de oxigénio enquanto continua a achar que não tem o lugar em causa.