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Embaixada espanhola em Rabat faz campanha online para dissuadir travessias para Ceuta

A Embaixada de Espanha em Rabat divulgou nas redes sociais uma campanha para dissuadir as travessias irregulares para as cidades autónomas de Ceuta e Melilha, no norte de África.

Agência Lusa
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A Embaixada de Espanha em Rabat divulgou nas redes sociais uma campanha para dissuadir as travessias irregulares para as cidades autónomas de Ceuta e Melilha, no norte de África, em linha com o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“Entrar ilegalmente em Espanha através de Ceuta e Melilha não confere o direito de aceder à Península, de permanecer em Espanha nem de circular livremente pelo resto da União Europeia”, escreveu no X a Embaixada de Espanha na capital de Marrocos.

“Não se deixe enganar pela desinformação, a recente decisão do Supremo Tribunal especifica o procedimento a seguir com quem entra por via marítima. Não altera a Lei de Estrangeiros. Não declara ilegal a recusa na fronteira. Não impede o regresso”, continua a campanha, divulgada também nas contas dos diferentes consulados espanhóis no país magrebino.

“Ceuta e Melilha têm um regime de controlo único na Europa: duplo filtro. Um controlo da fronteira com Marrocos e um segundo controlo Schengen à saída para a Península, por mar e por via aérea. Ninguém embarca sem se identificar junto da Polícia Nacional”, acrescenta.

As mensagens, nas quais a embaixada insta a consultar a informação oficial sobre as vias legais de entrada e permanência em Espanha e na UE, coincidem com novos apelos à mobilização nas redes sociais relacionados com a travessia para Ceuta e Melilha.

Mais concretamente, as redes sociais apontaram a possibilidade de uma nova travessia ou de um protesto em Rabat, em frente à embaixada espanhola, para hoje, 20 de setembro, o que, por enquanto, ainda não se concretizou.

Além disso, circulam convocatórias para uma nova travessia irregular para Ceuta no próximo dia 23, coincidindo com o dia das eleições em Marrocos.

O aviso da administração espanhola, que também foi publicado em francês, faz parte de uma campanha institucional mais ampla do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros publicou, a três de agosto, um documento específico intitulado “A entrada irregular em Ceuta ou Melilha não permite permanecer em Espanha nem chegar à Europa”, apresentado como resposta à desinformação nas redes sociais.

A reação das autoridades espanholas surge na sequência da crise migratória desencadeada em Ceuta pela maior travessia em massa da sua fronteira, com mais de 70.000 pessoas, no dia 30 de julho, incentivada por boatos nas redes sociais.

Embora a maior parte dos migrantes irregulares tenha regressado a Marrocos, milhares, na sua maioria jovens, continuam na cidade espanhola.

A crise, que piorou as relações entre Madrid e Rabat, causou pelo menos 140 mortos, segundo organizações civis.