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(A) :: CNN, MS NOW e Politico banidos da Casa Branca pela "constante divulgação de notícias falsas", anuncia Donald Trump

CNN, MS NOW e Politico banidos da Casa Branca pela "constante divulgação de notícias falsas", anuncia Donald Trump

O Presidente dos EUA afirmou que a decisão tem efeitos imediatos, mas os jornalistas destes meios de comunicação continuam a ter acesso à Casa Branca, adianta a imprensa norte-americana.

António Moura dos Santos
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O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira que as estações televisivas CNN e MS NOW e o website Politico estão neste momento proibidos de fazer cobertura noticiosa na Casa Branca, acusando-os de divulgar “notícias falsas”.

Trump recorreu à sua rede social Truth Social para dizer que ia banir “com efeito imediato” estes três meios de comunicação de poder trabalhar na Casa Branca, justificando que esta decisão surge “em resultado das suas constantes ‘notícias’ falsas”.

O Presidente dos EUA há muito que critica tanto a CNN como a MS NOW (que até novembro de 2025 se chamava MSNBC) por terem um posicionamento político mais à esquerda no panorama norte-americano, considerando que esse viés leva a que esses dois canais façam uma cobertura injusta da sua governação.

Já quanto ao Politico, Trump acusa o jornal político digital nessa mesma publicação de ter recebido em 2024 uma “subvenção ilegal e ridícula de 8 milhões de dólares” por parte da anterior administração com “o objetivo de os manter ‘vivos'”. Essa acusação, no entanto, já havia sido desmentida em 2025, com a CBS News e a NPR a noticiarem que, na verdade, esse valor concerne ao pagamento de subscrições idênticas às que o Governo dos EUA paga a outros meios de comunicação.

“Os meios de comunicação social não deveriam poder escrever ou divulgar constantemente ficção e mentiras quando fazem cobertura ao Presidente dos Estados Unidos, à Administração Trump ou aos Estados Unidos da América”, considera Trump, avisando que a mesma proibição pode estender-se a “outros meios de comunicação social que divulguem notícias falsas”.

Apesar de Trump garantir que a decisão tinha efeitos imediatos, o New York Times adianta que os jornalistas desses órgãos de comunicação continuaram a trabalhar normalmente nas instalações da Casa Branca durante a tarde desta sexta-feira, não havendo sinais imediatos de que estivessem a ser expulsos.

Como adianta o mesmo jornal, esta não é a primeira vez que Trump tenta impedir o acesso de jornalistas à Casa Branca. Durante o seu primeiro mandato como presidente, revogou o passe de Jim Acosta, antigo jornalista da CNN. A estação, todavia, recorreu à justiça para restabelecer essas credenciais. Já neste mandato, Trump tentou impedir o acesso de jornalistas da Associated Press a certas áreas da Casa Branca, o que levou a agência a intentar também uma ação judicial que entretanto continua em tribunal.

Trump, entretanto, justificou a sua decisão durante uma conferência de imprensa a partir da Sala Oval, mesmo quando confrontado com a informação de que este ato pode violar o direito à liberdade de expressão consagrado na Primeira Emenda da Constituição dos EUA, escreve o The Guardian. “Ficámos tão cansados de ler e ver notícias falsas”, queixou-se, sugerindo que ia estender a proibição ao New York Times e ao Washington Post.

A CNN já reagiu a esta proibição numa declaração partilhada nas suas redes sociais, afirmando que “apoia integralmente” a sua equipa noticiosa da Casa Branca e “a sua cobertura jornalística justa e precisa”. “Temos o direito, garantido pela Constituição dos EUA, de fazer este trabalho de reportagem sem impedimentos ou interferências do governo. Caso a proibição ameaçada pelo presidente Trump seja implementada, será um ataque ilegal a esse direito fundamental e constitucionalmente protegido”, afirmou a estação.

O Politico também já emitiu o seu repúdio à decisão de Trump, prometendo continuar “a fazer uma cobertura imparcial desta Casa Branca e das futuras”. “Defenderemos vigorosamente os nossos direitos ao abrigo da Primeira Emenda contra qualquer tentativa de os restringir”, lê-se.