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(A) :: Irlanda recusa participar na Eurovisão pelo segundo ano consecutivo em protesto contra presença de Israel

Irlanda recusa participar na Eurovisão pelo segundo ano consecutivo em protesto contra presença de Israel

Pela segunda vez consecutiva, a emissora pública irlandesa RTÉ recusa participar no festival, citando a crise humanitária em Gaza. Países Baixos anunciaram a mesma decisão em agosto.

Sâmia Fiates
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A Irlanda não vai participar no Festival Eurovisão da Canção pelo segundo ano consecutivo, em protesto contra a participação de Israel. O país segue assim a decisão dos Países Baixos, que também anunciaram em agosto que vai boicotar o concurso.

Num comunicado emitido esta quinta-feira, a emissora afirmou que a sua posição sobre a participação “permanece inalterada”, citando a situação atual no enclave palestiniano. “A RTÉ considera que a participação da Irlanda não se justifica diante da terrível e contínua perda de vidas em Gaza e da crise humanitária que lá se instaura, colocando em risco a vida de tantos civis.” A RTÉ afirma também estar “profundamente preocupada” com a persistente negação de acesso independente a jornalistas internacionais ao território.

Em resposta à decisão da Irlanda, o diretor do Festival Eurovisão da Canção, Martin Green, afirmou que a EBU lamenta que a emissora não participe em 2027, mas “respeita plenamente a sua decisão”. “Continuam a ser uma parte valiosa da nossa família e sentiremos a sua falta”, disse, acrescentando que a EBU manterá o diálogo com a RTÉ. “Esperamos recebê-los de volta ao Festival no futuro.”

A edição do próximo ano do Festival Eurovisão da Canção será realizada na cidade búlgara de Burgas, banhada pelo Mar Negro, após o país ter conquistado o título pela primeira vez em maio. O concurso decorre nos dias 11, 13 e 15 de maio de 2027.

Em 2026, Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia decidiram não participar no concurso, como forma de protesto à participação de Israel. Recentemente a organização do Eurovisão alterou as regras e decidiu que o país vencedor não poderá receber a competição se estiver em guerra.