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Ministério Público abre inquérito à morte de Pavlo Sadokha, presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal

Circunstâncias da morte, ocorrida no domingo, estão por apurar. Pavlo Sadokha, de 56 anos, foi encontrado morto numa moradia em Quarteira e, na altura, GNR e INEM não detetaram indícios de crime.

Manuel Nobre Monteiro
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O Ministério Público (MP) abriu um inquérito à morte de Pavlo Sadokha, presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, que morreu este domingo, aos 56 anos. A informação foi avançada pelo Correio da Manhã.

A investigação pretende apurar as circunstâncias da morte do dirigente da comunidade ucraniana em Portugal. Para já, não foram divulgadas informações sobre as causas do óbito nem sobre eventuais suspeitas relacionadas com a morte. Vão ser realizados exames médico-legais, incluindo uma autópsia e análises toxicológicas.

De acordo com o Jornal de Notícias, Sadokha foi encontrado morto numa moradia em Quarteira, no Algarve, onde estava alojado por motivos profissionais. Na altura, tanto a GNR como o INEM, que estiveram no local, não identificaram indícios de crime ou sinais de que outra pessoa pudesse estar envolvida na morte. Por esse motivo, a ocorrência não foi inicialmente encaminhada para a Polícia Judiciária.

Sadokha sofria de problemas cardíacos, uma informação que, juntamente com a ausência de outros indícios, leva as autoridades a considerarem que a morte tenha sido por causas naturais.

https://observador.pt/2026/09/14/morreu-pavlo-sadokha-presidente-da-associacao-dos-ucranianos-em-portugal/

A morte de Sadokha foi conhecida esta segunda-feira, tendo sido lamentada pela Embaixada da Ucrânia em Portugal e pelo Congresso Mundial Ucraniano (UWC), organização da qual era vice-presidente para a Europa do Sul. O Governo português e a Assembleia da República também se pronunciaram sobre a morte de Sadokha.

Em Portugal, Sadokha destacou-se sobretudo pela defesa da comunidade ucraniana e pelo ativismo em torno da guerra na Ucrânia. Em 2022, denunciou também alegadas ligações de organizações que atuavam em Portugal para a Rússia, tendo posteriormente sido alvo de ameaças de morte, num caso que chegou a tribunal.