Seis anos depois, a Fórmula 1 vai voltar a Portugal e já são conhecidas as datas da corrida. O Grande Prémio (GP) de Portugal, que vai ter lugar no Autódromo Internacional do Algarve (em Portimão), vai decorrer entre 18 e 20 de junho de 2027, anunciou esta quarta-feira a organização.
Segundo o calendário divulgado, a temporada de 2027 vai arrancar a 12 de março, com o GP do Bahrein. As grandes novidades são a presença de Portugal (que volta a acolher a prova, a primeira vez desde 2021) e da Turquia (que não acolhe a prova também desde o mesmo ano).
Ainda em março, vão ter lugar os GP da Arábia Saudita, o segundo da temporada. Já em abril de 2027, decorrerão os GP da Austrália, Japão, China e Miami. Para maio, está marcado o GP do Canadá. No início de junho, como habitualmente, decorre o GP do Mónaco, antes de Portugal receber a prova. Para julho, estão agendados os GP da Grã-Bretanha, Áustria e Bélgica.
Já em setembro, vão ter lugar os GP de Itália, Espanha e Azerbaijão. Seguem-se, em outubro, os GP da Turquia, Singapura, Estados Unidos (em Austin) e México. Para novembro, estão agendados os GP do Brasil e Las Vegas. No início de dezembro, vai decorrer o GP do Qatar. A temporada (com 24 corridas) encerra em dezembro, com o GP de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Para além das duas novidades no calendário, a Fórmula 1 anunciou também o aumento das corridas sprint na próxima temporada. Realizadas aos sábados, as corridas sprint percorrem cerca de 100 km (aproximadamente um terço da distância de um Grande Prémio) e duram cerca de 30 minutos, não contemplando paragens nas boxes. A Fórmula 1 considera que estas corridas foram um sucesso entre os fãs e decidiu aumentar de 6 para 10 o número de corridas sprint na próxima temporada — vão decorrer nos GP do Bahrein, Austrália, Japão, Canadá, Mónaco, Grã-Bretanha, Itália, Brasil, Qatar e Abu Dhabi.
“O calendário de 2027 reúne alguns dos circuitos mais icónicos e cidades vibrantes do mundo, criando um cenário incrível para mais uma temporada inesquecível da Fórmula 1. Estamos entusiasmados em receber Portugal e a Turquia no campeonato e em expandir as corridas sprint para dez, proporcionando aos nossos fãs ainda mais intensidade, drama e as disputas ‘roda com roda’ que tornam o nosso desporto tão especial”, disse o presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali.
Turismo do Algarve espera impacto económico do evento. Primeiros bilhetes à venda na segunda-feira
Em comunicado do Autódromo Internacional do Algarve, o presidente do Turismo do Algarve, André Gomes, antecipa “centenas de milhares de pessoas ao longo dos vários dias do evento” e efeitos económicos na hotelaria, restauração, transportes, comércio e serviços, bem como nas empresas e fornecedores da região. “Em 2027 teremos condições para elevar significativamente esse impacto”, afirmou o responsável, apontando para um “potencial económico estimado em cerca de 150 milhões de euros”.
A venda de ingressos começa em 21 de setembro, exclusivamente através da plataforma oficial portugalf1gp.com, com a primeira de quatro fases de comercialização.
Nesta fase inicial estarão disponíveis bilhetes gerais de três dias, lugares sentados em todas as bancadas e opções de hospitalidade. Os preços não foram divulgados no comunicado, estando previstas mais informações na data de abertura das vendas.
O autódromo recomenda aos interessados que não recorram a plataformas não oficiais.
Para o administrador executivo do AIA, Jaime Costa, a confirmação da data representa a concretização de um objetivo há muito prosseguido. “Temos finalmente uma data para a qual trabalhámos durante muito tempo. A última temporada ocorrida aqui, em 2021, deixou os pilotos, equipas e público impressionados com a nossa estrutura, mas sobretudo com a emoção que o nosso circuito proporciona”, afirmou.
Além da atividade em pista durante os três dias, a organização prevê iniciativas e eventos paralelos na semana anterior ao grande prémio, procurando incentivar estadias mais prolongadas na região. “Venham para ficar uma semana, não apenas para a corrida”, apelou Jaime Costa.