Um grande arranque de temporada com cinco vitórias consecutivas quando Cristiano Ronaldo ainda estava a meio gás a fazer o resto da pré-época, um período mais irregular com apenas um triunfo em três partidas que permitiu que o Al Hilal se isolasse na liderança de uma liga saudita particularmente equilibrada até agora em sete jornadas. O Al Nassr, agora treinado pelo australiano Ange Postecoglou, iria agora ter uma longa pausa pelos compromissos das seleções mas tinha antes um duelo especial no arranque da Champions da Ásia, prova que continua a ser um dos grandes objetivos do clube e do capitão português. No entanto, não era propriamente disso que se falava na antecâmara da partida dos sauditas nos Emirados Árabes Unidos.
https://observador.pt/2024/03/11/duas-remontadas-sete-golos-e-o-fim-de-um-sonho-ronaldo-marca-no-prolongamento-mas-al-nassr-cai-nos-quartos-da-champions-asiatica/
O dia foi marcado pela possibilidade cada vez mais ventilada de haver um consórcio internacional a comprar o Al Nassr ao Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF)… com Cristiano Ronaldo a ser um dos principais investidores no negócio. De acordo com as informações, que começaram por ser avançadas pelo analista Nawaf_STATS e foram depois complementadas por vários meios italianos, a operação poderá também contar com Gerry Cardinale, CEO da RedBird Capital Partners e proprietário do AC Milan do técnico Ruben Amorim, além dos empresários Ibrahim Al-Muhaidib, Mohammed Al-Khuraiji e Sharaf Al-Hariri. Ponto de partida a nível de investimento: 100 milhões de dólares (92 milhões de euros).
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Ainda não existem mais informações sobre a possibilidade de o negócio ser realmente fechado, havendo uma reunião chave entre elementos do Fundo de Investimento Público e representantes da RedBird Capital para se perceber a disponibilidade dos sauditas, que são também detentores de mais três dos habituais candidatos ao título (Al Hilal, Al Ahli e Al-Ittihad), cederem a posição no conjunto de Riade, algo que iria também ter o condão de colocar Cristiano Ronaldo não só como capitão mas como coproprietário do Al Nassr.
https://observador.pt/2026/05/16/e-mesmo-preciso-um-milagre-e-desta-vez-a-culpa-nao-foi-de-bento-al-nassr-perde-final-da-liga-dos-campeoes-2-asiatica/
Enquanto não há luz verde (ou vermelha) para o negócio, o número 7, que deve continuar a estar nas opções da Seleção na primeira convocatória de Jorge Jesus que será conhecida na sexta-feira, continuava a tentar ajudar a equipa apenas em campo numa semana em que foi elogiado… pela sua dieta. “O segredo da dieta de Cristiano Ronaldo é um ingrediente que 90% das pessoas normais ou dos desportistas de elite não têm, que é a consistência. Muitas vezes baseamo-nos em soluções mágicas e em coisas que nos dizem nas redes sociais mas deixamos de lado a parte da constância. O que temos de tentar imitar é que 95% do seu dia é comer de maneira sã e há 5% que faz diferente. Creio que a percentagem do resto da população é distinta”, contou o nutricionista desportivo Johnny Ondina, numa entrevista ao jornal espanhol As. Mais tarde, nas redes sociais, o próprio jogador acabou por desmentir essa ideia com um lacónico… “Wtf“.
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É por essa capacidade que ainda demonstra aos 41 anos que qualquer partida se torna especial para qualquer adversário, neste caso um Al Ain que foi o “carrasco” do Al Nassr na Champions de 2023/24 quando tinha o argentino Hernán Crespo no comando. “Este tipo de encontros pode ser relembrado por 20 anos ou até mesmo depois de me retirar. Podemos nunca mais defrontá-lo, por isso temos que aproveitar estas oportunidades”, admitiu Khalid Eisa, guarda-redes do conjunto dos EAU que tentava prolongar o mau momento da equipa saudita, com apenas uma vitória nos últimos três encontros entre a derrota com o Al-Ittihad de Danilo Pereira (e Roger Fernandes, que está lesionado) e o empate com o Al Khaleej, ambos fora.
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Essa intenção podia ter começado a ganhar força logo no segundo minuto, com o avançado marroquino Soufiane Rahimi, que tinha sido o “carrasco” do Al Nassr em 2024 e aproveitou uma má colocação da defesa e depois do guarda-redes Nawaf Al-Aqidi para acertar no poste. A ameaça tinha ficado, a confirmação não iria demorar muito mais pelo irmão de Soufiane, Houssine Rahimi, que ficou isolado depois de um passe sem sentido de Saad Fahad Al Nasser e atirou rasteiro para o 1-0 (25′). O Rahimi mais novo ainda voltaria a ter um lance de golo neste caso anulado por claro fora de jogo (30′) mas o intervalo chegaria com o Al Ain, onde joga agora o ex-benfiquista Valentino Lázaro, na frente diante de um Al Nassr que criou perigo apenas nas bolas paradas marcadas por João Félix, com Iñigo Martínez (17′) e Simakan (38′) perto do golo.
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O período de descanso pouco ou nada mudou no rendimento dos sauditas, que além de não conseguirem ter jogo no último terço revelavam várias debilidades defensivas sempre que o Al Ain descobria os espaços para criar finalizações. Foi assim, mais uma vez, que Houssine Rahimi conseguiu voltar a marcar na primeira oportunidade do segundo tempo, num golo que ainda demorou a ser validado pela posição de Alejandro Romero mas que contou mesmo (62′). Seria também o VAR mais tarde a confirmar o 3-0, neste caso depois do golo marcado por Soufiane Rahimi ter sido inicialmente invalidado (73′). O Al Nassr desmoronava por completo, com as mexidas de Postecoglou a terem o condão de tornar a equipa mais vulnerável do que já estava. Quanto mais cedo a partida terminasse melhor, como se percebia nos semblantes carregados de todos os jogadores do conjunto saudita, mas o Al Ain ainda chegaria ao 4-0 por Giakoumakis (85′).
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