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Carneiro diz que "mistificação das fronteiras abertas" foi uma "falácia" da direita

José Luís Carneiro considera que a "mistificação das fronteiras abertas" foi uma "falácia" constituída pela direita que, entretanto, chegou ao Governo com o apoio da extrema-direita.

Agência Lusa
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O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, disse esta segunda-feira que a “mistificação das fronteiras abertas” foi uma “falácia” constituída pela direita que, entretanto, chegou ao Governo com o apoio da extrema-direita.

“Vi um diretor da Polícia de Segurança Pública (PSP) reconhecer aquilo que eu disse quando era ministro da Administração Interna. Ou seja, essa falsa mistificação das fronteiras abertas é mesmo uma mistificação porque, como disse agora o responsável pela Unidade de Fronteiras da PSP, os imigrantes chegam de carro e de comboio”, afirmou.

À entrada para reuniões com associações empresariais em Matosinhos, no distrito do Porto, o socialista reagia ao alerta, feito pelo diretor nacional adjunto da PSP e responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP, para um aumento de imigrantes em situação irregular a chegar de comboio e autocarro às zonas metropolitanas de Lisboa e Porto provenientes de outras cidades europeias.

“Espero que esta pista que deu agora o responsável da PSP sirva para que aqueles que têm feito declarações levianas sobre este tema possam, de uma vez por todas, perceber o que se passa com os fluxos migratórios”, referiu.

José Luís Carneiro considerou que a “mistificação das fronteiras abertas” foi uma “falácia” constituída pela direita que, entretanto, chegou ao Governo com o apoio da extrema-direita. Por isso, acrescentou, este é um bom momento para que essa “mistificação” possa ser desmistificada e desconstruída.

“Quero ainda dizer que, tendo sido detetado esse ponto na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na altura como ministro da Administração Interna, dei orientações no Sistema de Segurança Interna para que a regulação e o controlo das operações rodoviárias, por parte da GNR, pudessem ter outra intensidade porque é evidente que os fluxos [migratórios] chegam ao país provenientes de outros países europeus em movimentos secundários de migrantes”, concluiu.