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(A) :: Sindicato dos Médicos alerta para redução de cirurgias no Santo António no Porto

Sindicato dos Médicos alerta para redução de cirurgias no Santo António no Porto

Foram suspensas as cirurgias em produção adicional, de ortopedia e de neurocirurgia da Unidade Local de Saúde Santo António, avança o Sindicato dos Médicos do Norte.

Agência Lusa
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O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) avançou esta segunda-feira que foram suspensas as cirurgias, em produção adicional, de ortopedia e de neurocirurgia da Unidade Local de Saúde Santo António (ULSSA), no Porto.

Num comunicado com o título “Santo António suspende cirurgias adicionais de Ortopedia e Neurocirurgia: doentes pagam a fatura”, o sindicato exige respostas e fala nas consequências para quem “vive com dor”.

Apontando para “uma circular interna”, segundo a qual, “em setembro, estão previstos apenas 193 programas adicionais no conjunto da atividade na ULS de Santo António”, o SMN fala “numa redução para cerca de um terço do habitual”, isto “devido à suspensão de toda a produção adicional em ortopedia e neurocirurgia”.

“É menos capacidade para operar e tratar os doentes destas especialidades que já estão em lista de espera. Para os doentes, este bloqueio pode significar mais sofrimento, dependência e incerteza. Para as famílias, cuidados acrescidos e rendimentos perdidos”, alerta.

ULS Santo António confirma suspensão de cirurgias adicionais, tutela procura solução

A Unidade Local de Saúde de Santo António (ULSSA), no Porto, justificou hoje a suspensão das cirurgias, em produção adicional, de ortopedia e de neurocirurgia com a indisponibilidade das equipas, garantindo que a tutela está a procurar uma solução.

Em resposta à agência Lusa, depois de o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) ter avançado que foram suspensas as cirurgias nesta unidade de saúde, a ULSSA disse que a Portaria n.º 281/2026/1, de 29 de junho, em particular o disposto no n.º 10 do artigo 5.º, alterou o cálculo das remunerações relativas à atividade cirúrgica adicional e que a inclusão do custo dos dispositivos médicos implantáveis no valor global a pagar reduz significativamente a verba disponível para remunerar as equipas.

“No limite pode ser zero”, disse a ULSSA, explicando que “esta alteração tem especial impacto nas cirurgias de escoliose e de outras doenças da coluna vertebral, nas quais são utilizados dispositivos de elevado custo”.

“Perante estas condições, as equipas de ortopedia e de neurocirurgia manifestaram não estar disponíveis para realizar essas intervenções em regime adicional. O Ministério da Saúde e a Direção-Executiva do Serviço Nacional de Saúde estão sensibilizados para o problema e encontram-se a procurar uma solução”, acrescenta a administração.

Garantindo que está a assegurar a atividade mais urgente e oncológica, a ULSSA lembra que está “obrigada a cumprir o regime legal aplicável às remunerações da atividade cirúrgica adicional, bem como a respeitar o direito dos profissionais de não aderirem a este regime de trabalho”.

“A ULS de Santo António continua a assegurar a atividade cirúrgica realizada no horário normal de trabalho, incluindo todas as intervenções urgentes e as oncológicas”, concluiu.

Num comunicado com o título “Santo António suspende cirurgias adicionais de Ortopedia e Neurocirurgia: doentes pagam a fatura”, o SMN exigiu hoje respostas e falou nas consequências para quem “vive com dor”.

Apontando para “uma circular interna”, segundo a qual, “em setembro, estão previstos apenas 193 programas adicionais no conjunto da atividade na ULS de Santo António”, o SMN fala “numa redução para cerca de um terço do habitual”, isto “devido à suspensão de toda a produção adicional em ortopedia e neurocirurgia”.

“É menos capacidade para operar e tratar os doentes destas especialidades que já estão em lista de espera. Para os doentes, este bloqueio pode significar mais sofrimento, dependência e incerteza. Para as famílias, cuidados acrescidos e rendimentos perdidos”, alerta.