Depois de o diretor executivo da Anthropic ter partilhado as suas preocupações quanto ao ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial, outras figuras de destaque do setor têm manifestado o seu acordo. Esta segunda-feira, Sam Altman, CEO da OpenAI, a empresa por trás do ChatGPT, e um dos rostos da atual vaga da inteligência artificial (IA), recorreu ao X para discorrer sobre duas formas em que, na sua opinião, a inteligência artificial pode correr “muito mal”.
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“Primeiro, podemos perder o controlo sobre o futuro da IA. Isto é inaceitável”, começou por escrever Altman, acrescentando que a inteligência artificial deve “servir sempre as pessoas” e que, para tal, as “técnicas de alinhamento e segurança” têm de se antecipar às capacidades dos modelos.
Segundo Altman, há ainda o perigo de termos um mundo em que o poder da IA esteja amplamente concentrado. “Se uma IA extraordinariamente poderosa for utilizada por uma pessoa ou empresa para impor a sua visão do mundo a todos os outros, os resultados poderão ser extremamente distópicos”, advertiu.
“Evitar estas duas ameaças requer trilhar um caminho intermédio”, continuou.
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Num tweet subsequente, o CEO da OpenAI disse ainda: “O mundo merece ter a certeza de que as empresas americanas que desenvolvem IA cada vez mais avançada agirão de forma responsável, especialmente agora que a trajetória do progresso se tornou mais acentuada. Todos os laboratórios de ponta têm de cumprir esta exigência, e não há razão para que qualquer um de nós venha trabalhar se não for capaz de o fazer”.
As palavras de Altman surgem dias depois de Jacob Coxon, investigador da empresa de IA Anthropic, ter anunciado a sua demissão, deixando uma série de alertas sobre os perigos da IA — incluindo o aviso de que “a IA poderá matar-nos a todos até ao fim da década”.