Começou em festa e acabou em festa. A tarde quente de Rio Maior não demoveu os adeptos portistas de apoiarem o campeão nacional em mais uma batalha rumo à reconquista do título de campeão nacional, que vão voltar às suas casas com mais três pontos no bolso. A partida até começou difícil frente ao lanterna-vermelha Casa Pia, mas o FC Porto acabou por capitalizar a dobrar na bola parada, circunstância em que marcou 20 golos na época passada — em 2026/27 são já sete golos, contra os três de Benfica e Sporting juntos. Nessa condição, André Silva apontou o terceiro golo da época e Jakub Kiwior estreou-se a marcar ao serviço dos portistas, ao passo que, no decorrer da segunda parte, Santi Giménez também marcou o primeiro golo na nova equipa. Antes, Borja Sainz fez o terceiro tento nesta Primeira Liga e perfila-se como o melhor marcador da prova a partir do banco. Curiosamente, três dos seus cinco golos no Campeonato foram frente aos gansos (1-4).
https://observador.pt/2026/09/12/kiwior-foi-a-dose-q-b-de-energia-do-dragao-que-se-preparou-para-esquecer-as-memorias-do-passado-a-cronica-do-casa-pia-fc-porto/
Esta foi a segunda vitória do FC Porto no Campeonato alcançada após reviravolta, algo que já tinha acontecido na passada semana, diante do Moreirense. Acima disso, Francesco Farioli igualou um registo histórico que só tinha sido alcançado há quase 90 anos: desde 1939/40, com Miguel Siska, que os dragões não tinham seis vitórias nas primeiras seis jornadas em épocas consecutivas. Tanto nessas duas épocas como no passado, os portistas foram campeões e, para já, apenas diferem da última temporada nos golos sofridos (dois agora, contra um, com 15 marcados). Em termos individuais, Diogo Costa chegou aos 254 jogos pelo FC Porto, ultrapassou o histórico António Oliveira e passou a ser o 34.º com mais partidas, a 11 de entrar no top 30.
“Era importante recuperar depois da derrota a meio da semana. Foi uma resposta positiva. Sofremos o golo e mantivemos a calma e o controlo, num campo complicado, sobretudo num jogo em que aconteceram coisas estranhas. As imagens estão aí, é bastante claro. Não há muito mais a comentar. Bola parada? É um elemento que nos permitiu voltar ao jogo. Nos primeiros 15 minutos tivemos quatro ou cinco cantos seguidos e um deles devia ter dado penálti. Criámos oportunidades, que é algo em que despendemos muita energia, e é uma consequência natural. Diogo Costa? É de topo, não há mais nada a dizer”, começou por dizer o italiano na flash-interview da SportTV.
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“Benfica? Vamos começar a preparar [o jogo] amanhã [domingo] de manhã. Vamos disputar um jogo importante. Não sabemos se com Froholdt, que tem de ser avaliado diariamente. Começámos a sofrer um golo num jogo em que tivemos muitas oportunidades. Sofremos na segunda vez que atacaram. Depois foram episódios muito estranhos, mas mantivemos a calma, empatámos antes do intervalo, marcámos o segundo rapidamente e tudo se encaminhou. As duas ou três [transições] que permitimos partiram de decisões muito más, mas acabámos em superioridade. Temos de estar mais alertas para o próximo jogo. Somos uma equipa que tem muita bola e temos de estar atentos. Se não conseguirmos é bom ter um guarda-redes de topo”, concluiu Farioli.