Segundos antes do acidente a baixa altitude do avião de carga da Amazon no aeroporto internacional de Miami, o Boeing 767-300 estava ainda a circular a alta velocidade, sem que tenham sido acionados os sistemas que permitem, durante a aterragem, diminuí-la. Uma atualização da investigação do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB), citada pela BBC, indica que um dos pilotos que estava dentro da cabine do aparelho alertou o colega diversas vezes sobre “a velocidade excessiva da aeronave”. Apesar dos alertas, o outro piloto não teve uma “resposta verbal consistente”.
No momento da aproximação à pista de aterragem, de acordo com o relatório da autoridade norte-americana, os alarmes do aparelho estavam ligados para alertar para o excesso de velocidade. A aterragem falhada culminou na saída do avião da pista e num incêndio provocado pelo embate do aparelho no solo.
O avião atingiu dois veículos, incluindo uma carrinha numa via de acesso ao aeroporto, que transportava sete funcionários de uma empresa de limpeza de aviões — cinco ocupantes deste veículo morreram. Outras cinco pessoas ficaram feridas, incluindo os dois pilotos do avião.
No momento da aterragem, a velocidade do avião era de 292 km por hora, o que, de acordo com especialistas ouvidos pela BBC, estava no limite superior do recomendado. Os registos mostram que não houve indícios de que os freios aerodinâmicos ou os reversores de aceleração tivessem sido sequer acionados durante o incidente. Os freios utilizam superfícies aerodinâmicas, enquanto os reversores desviam o ar do motor.