O PSD de Matosinhos defendeu esta quinta-feira que a câmara, como acionista da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), deve exigir a criação de novas linhas, mais horários e mais autocarros no concelho.
“O PSD Matosinhos e os seus autarcas defendem que a autarquia, enquanto acionista da STCP, deve exigir um reforço da operação desta sociedade no concelho com a criação de novas linhas e o reforço das existentes, através de mais horários, maior frequência e mais veículos em circulação, tanto nas ligações entre Matosinhos e o centro do Porto, como nas ligações às estações de metro e às futuras paragens do metrobus”, assinalou o presidente do PSD Matosinhos e vereador, Bruno Pereira, citado num comunicado enviado à Lusa.
O social-democrata ressalvou que a STCP não serve apenas o Porto, sendo as linhas, viaturas e recursos utilizados diariamente por passageiros provenientes de Matosinhos e de outros concelhos abrangidos pela operação.
“Trata-se de exigir uma rede de transportes públicos que acompanhe o crescimento e as necessidades do concelho e dê resposta aos problemas de mobilidade que Matosinhos enfrenta há demasiado tempo, reduzindo os tempos de deslocação e tornando o transporte público uma alternativa eficaz ao automóvel”, referiu Bruno Pereira.
Anunciando que vai abordar esta temática na reunião do executivo municipal da próxima semana, o social-democrata destacou que a mobilidade é, atualmente, um problema diário em Matosinhos.
O congestionamento nos principais acessos e eixos rodoviários, as dificuldades de deslocações no interior do concelho e nas ligações ao Porto demonstram uma pressão cada vez maior sobre a rede viária, apontou.
Segundo Bruno Pereira, esta realidade demonstra que não basta atuar sobre o trânsito ou planear novas artérias rodoviárias, sendo “indispensável” reforçar de forma efetiva a oferta de transporte público.
“Uma política de mobilidade coerente, capaz de responder às necessidades dos munícipes, deve assentar numa rede de transportes públicos com capacidade, maior frequência e ampla cobertura territorial, o que hoje não se verifica”, frisou.
Bruno Pereira salientou que a recente adoção pelo município do Porto da gratuitidade dos transportes públicos para os seus munícipes introduziu um novo fator de pressão sobre a capacidade da rede.
“Deve também ser estudado o reforço e o eventual alargamento da operação da STCP a outras zonas do concelho, de forma articulada com os restantes operadores, sobretudo onde a oferta de transporte público seja insuficiente, construindo uma rede verdadeiramente integrada, pois autocarros, metro e futuro metrobus não podem ser pensados isoladamente”, concluiu Bruno Pereira.