O Festival Cidnay Vale do Ave que se inicia esta quinta-feira e que dura até dia 26 deste mês vai realizar 43 iniciativas nos concelhos de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa, que incluem a estreia da Orquestra Festival do Vale do Ave.
Promovida pela FAMART Plataforma Artística, a 6.ª edição do Festival Cidnay Vale do Ave terá o concelho da Trofa como novidade e 55 artistas de 17 nacionalidades. O tema deste ano é “Futuro: Tempo Presente”.
Entre as principais propostas da programação encontram-se as estreias nacionais de “Rothko Chapel”, de Morton Feldman (sábado), uma colaboração entre o Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave e o Coro da Casa da Música, e de “November”, de Dennis Johnson, “uma experiência artística singular” que decorrerá durante a noite, entre as 24h00 de sábado e as 07h00 de domingo, em contexto museológico.
Aquando do anúncio da programação, em julho, a organização destacava as participações a solo do violetista britânico Timothy Ridout (domingo), bem como de Lucie Horsch, flautista neerlandesa que se apresentará em vários momentos do festival, entre os quais o já emblemático “Acordar” (19 de setembro), um concerto ao nascer do sol, ao ar livre.
Os universos do jazz e da música klezmer marcam presença na programação, num concerto do João Barradas Trio com Jonathan Kreisberg (sábado) e Festa Klezmer (18 de setembro).
“A programação inclui ainda uma seleção de reencontros inéditos, concebidos especificamente para esta edição do festival”, indicava a organização, sendo destacado o concerto de abertura hoje com a violetista chinesa Wenting Kang e o acordeonista português João Barradas que terão como missão conduzir o público através do universo musical da Catalunha e de Buenos Aires do século XX.
A 17 de setembro, Máté Szucs (Hungria) e Isolda Crespi revisitam algumas das “pérolas” do repertório romântico para viola e piano.
A 19 de setembro, Lucie Horsch e o cravista francês Justin Taylor propõem um diálogo entre Herança e Reinvenção.
Já a 23 de setembro, o violoncelista sueco Torleif Thedéen junta-se a Mohamed Hiber (França), Raquel Areal Martínez (Espanha), Jano Lisboa (Portugal), Hayang Park (Coreia do Sul) e Alexander Warenberg (Países Baixos) para a interpretação das mais emblemáticas obras do repertório para sexteto de cordas.
A 6.ª edição do festival culmina com a estreia absoluta da Orquestra Festival do Vale do Ave (25 e 26 de setembro), “um novo agrupamento musical constituído, para a ocasião, por 23 músicos, membros de algumas das mais prestigiadas orquestras internacionais, afirmando-se como um espaço de excelência artística, intercâmbio internacional e criação colaborativa”, descreve a organização.
“O Festival Cidnay Vale do Ave afirma definitivamente a sua identidade enquanto plataforma internacional de excelência musical, de descentralização cultural e de encontro entre artistas, comunidades e territórios. O tema da edição, Futuro: Tempo Presente, traduz a convicção de que o futuro se constrói através da cultura e das escolhas e decisões que tomamos hoje”, considerava o diretor artístico do Festival Cidnay Vale do Ave.
Segundo João Álvares Abreu, violetista português, membro da Orquestra Filarmónica da Rádio dos Países Baixos, o grande objetivo deste festival é “provocar a reflexão coletiva sobre o papel da cultura enquanto motor de desenvolvimento humano e torná-la cada vez mais acessível e próxima das pessoas”.
Ao programa, soma-se a oferta formativa através da Academia do Vale do Ave, que disponibiliza ‘masterclasses’ em cinco disciplinas instrumentais e, no domínio da mediação cultural, o festival pretende reforçar a sua intervenção junto das comunidades através de oficinas musicais para crianças, famílias e seniores, visitas dançadas para crianças e pessoas com deficiência, conversas de sensibilização em contexto escolar, ensaios abertos, ‘soirées’ musicais e outras iniciativas de proximidade, promovendo o acesso democrático à cultura e a formação de novos públicos.