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(A) :: "Estava cansado, tomei o que me deram. Caiu-me mal": Quaresma explica indisposição e destaca "fortaleza de Alvalade"

"Estava cansado, tomei o que me deram. Caiu-me mal": Quaresma explica indisposição e destaca "fortaleza de Alvalade"

Após confirmar a terceira época a ganhar no arranque da Champions, Rui Borges destacou reação dos leões e importância do triunfo numa noite marcada também pelo "susto" com Quaresma na segunda parte.

Bruno Roseiro
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Uma, duas, três. O novo formato da Liga dos Campeões, com uma primeira fase a juntar 36 equipas entre oito jornadas que terminam com 18 encontros à mesma hora no mesmo dia, continua a funcionar como um talismã para o Sporting: depois do triunfo frente ao Lille em 2024 e da goleada ao Kairat Almaty em 2025, os leões voltaram a começar em Alvalade e de novo a ganhar, neste caso com reviravolta frente ao tetracampeão turco, o Galatasaray. No entanto, nem tudo começou a correr bem numa noite que não podia acabar melhor.

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Após um início errático, numa primeira parte que valeu sobretudo por manter o empate a um com o autogolo de Gonçalo Inácio num lance confuso após lançamento lateral a ser “compensado” por mais um golo de Geny Catamo (dois remates certeiros e três assistências em seis jogos em 2026/27), a formação de Rui Borges foi subindo no segundo tempo, conseguiu finalmente explorar as debilidades defensivas na transição defensiva do adversário e chegou à reviravolta, com Luis Suárez a fazer de penálti o quinto golo nas últimas quatro titularidades antes do momento da noite assinado por Rodrigo Zalazar de livre direto. Se nos primeiros minutos ainda se chegaram a ouvir assobios por tantas precipitações, Alvalade acabou a aplaudir de pé.

“É importante começar a ganhar. É uma equipa jovem, com jogadores que jogavam Champions pela primeira vez. É importante sentir o apoio de toda a malta, todo o estádio envolvido, é importante para conseguirmos vencer um Galatasaray que na primeira parte teve uma intensidade bastante alta. Sabíamos que ia tentar ser uma equipa dominadora. Fizeram um golo num esquema tático, num lançamento com alguma sorte. Tivemos algumas dificuldades em ligar o jogo mas depois fomos igualando. Na segunda parte foi quando fomos melhores: mais intensos, mais competitivos, mais fortes nos duelos. Crescemos, fizemos os golos e não deixámos o Galatasaray ter qualquer lance de perigo junto da nossa baliza. Fico feliz pela capacidade coletiva da equipa”, começou por comentar o técnico Rui Borges, em declarações à SportTV.

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“Apoio dos adeptos? Que assim continue! É importante o apoio de todo o estádio nesta Liga dos Campeões, tal como no Campeonato. É aí que peço essa energia e apoio, do início ao fim. Nem sempre as coisas vão correr bem e quando não correrem bem é que precisamos mais desse apoio. É preciso isso para conseguirmos fazer algo de extraordinário nesta Liga dos Campeões”, prosseguiu o treinador, que abordou também algumas das mudanças feitas na equipa como a entrada de Luís Guilherme na esquerda.

“Algumas coisas já tínhamos pensado. Hoje jogou o Luís Guilherme. Acaba por haver liberdade para trocas posicionais. A qualquer momento têm abertura para trocar de posição. Desbloquearam de outra forma a pressão do Galatasaray. É a mobilidade que temos, a nossa ideia de jogo”, concluiu Rui Borges.

Também Rodrigo Zalazar, que foi eleito o MVP do encontro, assumiu a má entrada em campo antes de uma melhoria sobretudo na segunda parte. “Começámos um pouco mal, faltou-nos um pouco de concentração nos primeiros minutos, mas a equipa depois foi-se acostumando. Conseguimos entender como podíamos fazer melhor a pressão para poder causar um pouco mais de dano e creio que a segunda parte da equipa foi espetacular. Estou muito contente pela vitória. Conseguimos criar-lhes dano pelos dois lados, saíamos em contra-ataque e custava-lhes um pouco mais, porque temos jogadores muito rápidos como o Luís Guilherme, o Suárez, o Geny… Custou-lhes um pouco mais mas fizeram-nos sofrer muito também. Isto é a Champions League, qualquer equipa que enfrentes é muito complicada”, salientou o médio ofensivo uruguaio.

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“É muito importante começar a vencer. A equipa precisava desta vitória para seguir numa boa dinâmica, para continuar a ganhar e dar alegrias a esta gente que vem a cada fim de semana apoiar-nos. Golo? Estava muito confiante de que podia marcar. Treinamos muito e a pressão que os meus companheiros me dão no treino ajuda-me a melhorar muito e estou muito feliz por isso. Desde que agarrei a bola, sabia que se passasse a barreira, ia ser golo. Esta bola é muito boa para pegar forte, porque sobe e baixa muito rápido, e consegui acertar-lhe da melhor maneira. Senti que ia ser golo e estou muito feliz”, acrescentou, falando do repto de Rui Borges para chegar aos 16 golos esta temporada, igualando a fasquia que tinha conseguido na última época pelo Sp. Braga… apenas no Campeonato: “Sim, foi o primeiro dos 16 que me pediu”.

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Por fim, Eduardo Quaresma, que pediu para ser assistido instantes antes do início da segunda parte, explicou o que se passou para essa intervenção e destacou também o ambiente vivido em Alvalade. “Foi uma indisposição, estava um pouco cansado no balneário ao intervalo, tomei umas coisas que me deram. Caiu-me mal. Disse ao árbitro que precisava de vomitar para ficar bem, ele esperou, e foi o que aconteceu e fiquei bem. Jogo? O mister tinha avisado que era uma equipa com muita intensidade e não conseguimos igualar no início. Com o passar da primeira parte, fomos ganhando mais duelos, a intensidade foi boa, mas não conseguimos ter muita bola, que é algo que nos caracteriza. Na segunda parte controlámos mais o jogo. Era muito importante entrar a ganhar na Champions, fizemos uma boa partida”, frisou o central.

https://twitter.com/DAZNPortugal/status/2097803981078569382

“Os adeptos são muito importantes, voltaram a ser. Sabemos que em casa temos mais poder e agradecemos sempre o apoio deles. As equipas têm que sentir que Alvalade realmente é uma fortaleza. Repetir a última Champions? Sabemos que vai ser difícil, foi algo inédito que não tinha sido feito, mas trabalhamos todos os dias para isso acontecer. Vamos jogo a jogo e os primeiros três pontos estão conquistados. Vamos pensar agora no Famalicão e ver o que conseguimos fazer depois na Champions”, completou Quaresma.