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(A) :: Reunião do secretariado nacional da UGT termina sem votação de proposta de próximo presidente

Reunião do secretariado nacional da UGT termina sem votação de proposta de próximo presidente

Tendência afeta ao PSD tinha apresentado nome de Francisco Pimentel, mas retirou-o depois do veto do órgão executivo máximo (de tendência socialista). Lucinda Dâmaso continua sem sucessor para já.

Agência Lusa
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A reunião desta quarta-feira do secretariado nacional da UGT chegou ao fim sem ser votada a proposta de novo presidente da central sindical apresentada pela tendência social-democrata, Francisco Pimentel, adiantaram à Lusa fontes sindicais.

Segundo a convocatória a que a Lusa teve acesso, um dos pontos da ordem de trabalhos dizia respeito à “proposta de candidatura a presidente da UGT”, cuja eleição é feita no Congresso a partir de uma proposta apresentada por 20% dos delegados ou, em alternativa, sob proposta do secretariado nacional.

Três fontes da central sindical indicaram à Lusa que, na reunião desta manhã, estava previsto a tendência social-democrata na UGT voltar a apresentar o nome de Francisco Pimentel. Contudo, quando o secretariado nacional iria proceder à votação, os Trabalhadores Social Democratas (TSD) pediram para retirar esse ponto.

A decisão ocorre depois de no secretariado nacional anterior, realizado a 30 de julho, o nome do deputado do PSD e presidente do SINTAP, Francisco Pimentel, ter sido vetado pelo órgão executivo máximo da central sindical, uma situação classificada como “lamentável” pelo secretário-geral dos TSD.

Dentro da UGT há um acordo implícito que dita que os TSD escolhem o candidato a presidente e a tendência socialista escolhe o candidato a secretário-geral.

Assim, apesar deste procedimento prévio, e tal como acontece nos restantes órgãos, o futuro presidente da UGT só será formalmente eleito no Congresso da central sindical, que se realiza em 10 e 11 de outubro, na Figueira da Foz.

As votações do presidente e do secretário-geral da UGT são feitas em separado no Congresso, dado que estes são órgãos uninominais.

Assim, perante este impasse, continua tudo em aberto sobre quem poderá suceder a Lucinda Dâmaso na presidência da UGT, cargo que a social-democrata e ex-vice-presidente do PSD ocupa desde 2013.

Não obstante, segundo as fontes ouvidas pela Lusa, há vários cenários em cima da mesa: a tendência social-democrata apresenta um novo nome no próximo secretariado nacional, cuja data ainda não está fechada mas deverá decorrer antes do Congresso, ou insiste na candidatura de Francisco Pimentel, esperando ter o respaldo de 20% dos delegados no Congresso.

Pode dar-se ainda o caso de voltarem a submeter o nome de Francisco Pimentel a nova votação na próxima reunião do secretariado nacional da UGT, mas uma das fontes ouvidas pela Lusa antecipa que esse é um cenário menos provável.

Nascido a 20 de julho de 1959, Francisco Pimentel é licenciado em Direito e é atualmente deputado do PSD, pelo círculo dos Açores. Inspetor Superior da Administração Pública dos Açores, o social-democrata desempenha vários cargos públicos, nomeadamente como presidente do SINTAP, presidente do Congresso dos TSD Açores e membro da Comissão Política Regional do PSD/Açores.

A Lusa tentou contactar Francisco Pimentel, bem como o secretário-geral dos TSD, mas ainda aguarda resposta.