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(A) :: Afinal há cores, há raças e há religião

Afinal há cores, há raças e há religião

Quando há uma nova oportunidade, há sempre um oportunista para a aproveitar e é isso que está a acontecer por toda a Europa, mas também por todo o Mundo.

Bruno Bobone
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O medo nos partidos de direita, resultou numa criação de um fenómeno de radicalização da política no Mundo.

A vitória da AFD num Estado alemão é apenas mais uma verificação desta realidade e um passo num caminho que muitos de nós gostariam que não fosse feito e que muitos mais nos vamos arrepender um dia.

Foram décadas de vassalagem a uma extrema esquerda muito activa que nos foi invadindo o espaço do pensamento político com teorias inventadas, mascaradas de modernismo que ninguém quis confrontar com medo de que o eleitorado os pudesse penalizar por não aceitarem essa modernidade.

Esqueceram-se de que o eleitorado não são os media, que o eleitorado vive o seu dia a dia enfrentando problemas reais e não teorias de modernismo absurdas que apenas têm reflexo em meia dúzia de pseudo intelectuais que, vivendo numa bolha de iguais e aproveitando subsídios que esta sociedade desbarata para alimentar incompetências, usam o seu tempo, pouco mais do que inútil, a criar ideias em tardes bem passadas entre os seus amigos.

O resultado era óbvio e está hoje a ganhar terreno.

As pessoas que se reviam nas ideias de direita, nos seus princípios e valores, começaram a sentir que a sua vida estava a ser prejudicada pela falta de quem defendesse as suas ideias e as suas necessidades, e começaram a procurar quem os representasse.

E quando há uma nova oportunidade, há sempre um oportunista para a aproveitar e é isso que está a acontecer por toda a Europa, mas também por todo o Mundo.

E agora, neste tempo em que já todos nos apercebemos desta disrupção da moderação pelo radicalismo, assistimos a uma inércia por parte desses mesmos partidos de direita em assumir uma posição mais determinada sobre os temas que são o factor de frustração, que se preocupam mais em tentar provar que as novas opções políticas são extremistas, oportunistas e radicais, do que em apresentar soluções concretas e sólidas sobre as preocupações do povo a que se dirigem.

A justiça não pode culpar quem não cumpre, porque está feita para que o culpado possa utilizar todos os meios para se furtar a uma condenação, mas penaliza os pobres e fracos que não têm a capacidade de se defender.

A polícia está nas esquadras e não na rua, pois os seus sindicatos conseguiram convencer os governos que é essa a sua função.

Quando visitamos uma esquadra encontramos uma série de agentes, que parecem estar ociosos, provavelmente à espera de que os chamem a intervir, em vez de estarem junto da população, ajudando a prevenir essa mesma intervenção.

A droga espalha-se por todo o país como há já muito não acontecia e há hoje bairros nas cidades portuguesas aonde já é perigoso viver em família.

A Europa vem dizer que a educação em Portugal está pior do que alguma vez esteve, e o ministro socialista já veio reconhecer a sua culpa.

A esquerda resolve sempre os problemas fingindo que estes não existem e, por isso, tentaram determinar que as pessoas não têm cores, não têm raças, não têm religião e que nenhuma dessas questões condiciona a sua vida.

Dizem que não precisamos de segurança, promovem a permissividade e não querem policiamento nem controlo.

Mas não é isso que o povo quer e não é isso que as pessoas procuram.

Ninguém quer viver num Estado sem liberdade, mas todos queremos viver numa sociedade em que todos tenham lugar, em que haja respeito por todos, segurança para as famílias, em que os nossos filhos se possam desenvolver e em que possam um dia viver melhor.

Para isso temos que ser capazes de voltar a dizer a verdade.

Que há diferenças entre as pessoas, que queremos liberdade, mas com segurança, que queremos respeito, mas com justiça e que queremos oportunidades para todos, mas com exigência.

Temos que oferecer as soluções para as angústias dos nossos cidadãos, para que não sejamos ultrapassados pelos que, com oportunidade, vendem sonhos que não serão capazes de cumprir e que, por essa incompetência, nos levarão a a destruir um país, uma sociedade e uma democracia.