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(A) :: “São descobertas excecionais”. Complexo de frescos e mosaicos que poderá ser o maior da Roma Antiga apresentado ao público pela primeira vez

“São descobertas excecionais”. Complexo de frescos e mosaicos que poderá ser o maior da Roma Antiga apresentado ao público pela primeira vez

Encontradas durante escavações na década de 1990, obras permaneceram ocultas durante séculos sob as Termas de Trajano. Entre elas está um mosaico de parede que pode ser o maior alguma vez descoberto.

Margarida Vieira dos Santos
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Um complexo de frescos e mosaicos de dimensões excecionais, que poderá ser o maior alguma vez encontrado na Roma Antiga, está agora acessível ao público sob as Termas de Trajano, na capital italiana. Entre as obras encontra-se um mosaico de parede com cerca de 10 metros de altura e 16 metros de largura e um fresco com cerca de 2.000 anos.

O chamado “Grande Mosaico” apresenta figuras de centauros, poetas coroados de louros, mulheres nuas, musas e elaboradas estruturas arquitetónicas. Na parte inferior surge ainda a representação de uma cidade romana, com muralhas, um porto e um templo, segundo o The Telegraph.

“É certamente o maior mosaico de parede alguma vez encontrado em Roma e possivelmente no mundo”, afirmou Francesco Pacetti, um dos arqueólogos envolvidos na escavação, citado pelo jornal britânico.

Já o fresco, conhecido como “Cidade Pintada”, representa uma cidade portuária fortificada, vista de cima, com edifícios: um teatro, um templo, praças públicas e torres. Os especialistas não conseguiram ainda determinar que cidade está representada, embora a dimensão e o detalhe da composição indiquem que poderia tratar-se de um local particularmente importante.

Pode ser Óstia”, admitiu Pacetti, numa referência ao antigo porto romano situado na costa do mar Tirreno. “Mas simplesmente não sabemos. De qualquer forma, foi pintada com grande detalhe”.

As obras foram descobertas durante escavações realizadas na década de 1990 e permaneceram escondidas durante séculos sob as Termas de Trajano. Após trabalhos de restauro, foram agora apresentadas ao público pela primeira vez. O acesso será inicialmente limitado a pequenos grupos, aos fins de semana, para avaliar o impacto da humidade e das condições ambientais sobre as pinturas e os mosaicos.

São descobertas excecionais”, disse Claudio Parisi Presicce, arqueólogo e superintendente do património cultural de Roma.

Os arqueólogos encontraram também vários grandes tubos de chumbo que terão sido utilizados para transportar água dos aquedutos até às termas. As peças apresentam inscrições com as palavras “Therm”, uma referência aos banhos, e “Traian”, em alusão ao imperador Trajano.

“São verdadeiramente únicas no mundo, tanto do ponto de vista da beleza artística como da importância histórica e documental”, disse o presidente da Câmara, Roberto Gualtieri, durante a cerimónia de inauguração, citado pela Associated Press.