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Advogado de Lindsay Clancy pede a Donald Trump para considerar um perdão depois de julgamento anulado

Apesar do pedido feito ao Presidente, advogado de mãe que matou os três filhos não recusa fazer um acordo com o Ministério Público ou ir novamente a julgamento, depois de ter, diz, "ganhado o caso".

Madalena Moreira
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Menos de uma semana depois de ter visto o julgamento anulado, o advogado de Lindsay Clancy foca-se agora nos próximos passos a dar na defesa da mulher que matou os três filhos. Em entrevista ao programa Good Morning America, esta terça-feira, Kevin Reddington colocou em cima da mesa algumas opções, de um acordo com o Ministério Público a um perdão presidencial.

“Sr. Presidente, eu espero que considere esta jovem, o tipo de pessoa que ela é e pelo que ela passou, e que considere um perdão”, apelou Reddington, dirigindo-se a Donald Trump já no final da entrevista. O perdão presidencial só pode ser aplicado em crimes federais e não em crimes estatais — como é o caso dos três homicídios em primeiro grau de que Clancy foi acusada —, mas Trump já utilizou este poder fora dos limites federais.

Questionada pela Reuters, a Casa Branca remeteu respostas para as declarações do Presidente sobre o caso na passada sexta-feira, depois de o juiz ter anunciado que o júri não tinha chegado a uma decisão unânime e que o julgamento ia ser anulado. “Ela fez uma coisa horrível, uma coisa horrível. Não podia ser pior. Mas ainda se vai descobrir qual é o preço a pagar. Vai haver um preço. Vai ser uma instituição mental, ou a prisão ou alguma coisa“, declarou Trump nesse dia.

Mesmo sem um perdão, Reddington disse estar disponível para negociar com o procurador do distrito de Plymouth County, Timothy Cruz, para “chegar a um acordo que seja aceitável para ambas as partes”. “Conheço o Tim há 30 anos. É um procurador muito combativo, um cavalheiro conservador. Espero, no entanto, que, depois de assistir a este julgamento e de ver as provas apresentadas tanto pela acusação como pela defesa, ele reconsidere essa questão”, elaborou, referindo-se a um pedido dos procuradores para o caso ir novamente a julgamento.

Na sexta-feira, Cruz afirmou que ainda não tinha decidido se iria avançar com uma nova acusação contra Clancy. As partes devem reunir-se novamente no dia 29 de setembro para avaliar este ou outros caminhos a seguir no caso. Relativamente à possibilidade de o caso ser levado novamente a julgamento, Reddington mostrou-se confiante com a abordagem utilizada e recusou mudar alguma linha argumentativa. “Porque haveria de o fazer? Eu ganhei o caso“, declarou no programa de televisão. O julgamento foi considerado nulo depois de onze dos jurados terem votado a favor de uma absolvição por incapacidade mental e apenas um ter votado a favor da condenação.