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Harry e Meghan "surpreendidos" com carta de Carlos III. Segurança policial da família poderá ser reconsiderada

O príncipe fez a primeira aparição pública no mesmo dia em que o pai enviou carta a clarificar os papéis dos Sussex na realeza. Esta terça-feira o status de segurança da família poderá ser revisto.

Sâmia Fiates
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Harry e Meghan terão ficado “surpreendidos” com a carta enviada por Carlos III à equipa dos duques de Sussex, ao Governo e também às forças militares, e tornada pública na passada segunda-feira. Um porta-voz do casal afirmou, citado pela BBC, que os dois ficaram “um pouco surpreendidos por não terem sido informados antecipadamente“. Entretanto, de acordo com fontes da realeza ouvidas pela estação pública, Harry e Meghan terão sido avisados sobre a carta antes do seu conteúdo ter sido tornado público.

No documento, Carlos III clarifica as funções do filho e da nora, reafirmando que os dois não são membros seniores da realeza britânica, não poderão usar o tratamento de “sua alteza real” nem representar a coroa britânica em eventos oficiais. “O trabalho de caridade do duque e da duquesa é uma questão pessoal para ambos e é realizado a título particular”, diz Carlos na carta. “Não há mudanças no estatuto atual do duque e da duquesa de Sussex” após o regresso, sublinha o monarca.

Ainda de acordo com a BBC, um comité de segurança do Home Office, órgão com funções parecidas às do Ministério da Administração Interna, deve reunir-se ainda esta terça-feira para discutir a possibilidade de a família voltar a ter o direito à segurança pessoal. Ao Daily Mail, fontes próximas dos duques de Sussex afirmam que o casal ficou preocupado com o timing escolhido pela Casa Real para divulgar a carta — coincidindo com um momento crucial para a recuperação da sua segurança policial e numa altura em que Archie e Lilibet iniciam o ano escolar no Reino Unido.

Em 2020, quando o casal optou por deixar os seus papéis como membros seniores da realeza britânica, os seus nomes foram retirados da lista de proteção policial do Ravec, o Comité Executivo para a Proteção de Realeza e Figuras Públicas. O órgão é formado por organismos do Estado como o Home Office, a Polícia Metropolitana e membros da família real, e tem o trabalho de organizar a segurança de pessoas da realeza e outros VIP. A proteção nestes casos é feita por agentes da Polícia Metropolitana e paga com o dinheiro dos contribuintes. O príncipe travou uma batalha legal para recuperar o direito e o tema tem sido um dos motivos para Harry afirmar ao longo dos anos que não poderia visitar o Reino Unido ou trazer a mulher e os filhos ao país.

Quando se tornou público o regresso dos Sussex ao Reino Unido, membros do Governo recusaram-se a comentar publicamente o status da segurança da família. Entretanto, um porta-voz do Home Office já havia afirmado que o sistema de segurança governamental é “rigoroso e proporcional”. “É a nossa política de longa data não fornecer informações detalhadas sobre esses acordos, pois fazê-lo poderia comprometer a sua integridade e afetar a segurança dos indivíduos.”

A carta de Carlos III foi divulgada no mesmo dia em que Harry fez a sua primeira aparição pública desde a mudança para o Reino Unido, no final de agosto. O duque de Sussex esteve na Tower Bridge Studios, uma produtora de conteúdos para televisão, publicidade, cinema e redes sociais, para um projeto pessoal que até o momento não foi tornado público. “Obrigado príncipe Harry por escolher a Tower Bridge Studios! Foi um prazer enorme tê-lo em nossos estúdios e vê-lo a autografar a nossa parede”, dizia a publicação no Instagram, entretanto removida. “Esperamos recebê-lo novamente em breve.”