O presidente da Câmara de Ceuta, Juan Jesús Vivas, reúne-se esta terça-feira em Bruxelas com responsáveis da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu, com quem irá debater a recente crise migratória naquele enclave espanhol localizado no norte de África.
Na Comissão Europeia, Vivas tem encontros marcados com os representantes que têm a tutela dos Assuntos Internos e Migração, Marcus Brunner, e do Mediterrâneo, Dubravka Suica.
Depois dos encontros com os comissários europeus, o autarca deverá ainda reunir-se com a líder do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e com o presidente da Comissão das Liberdades Cívicas e Assuntos Internos, o eurodeputado espanhol Javier Zarzalejos (Partido Popular, PP), com quem dará uma conferência de imprensa conjunta.
Membro também do PP, Juan Jesús Vivas está à frente da cidade autónoma espanhola há mais de 25 anos.
A 30 e 31 de julho, cerca de 72 mil pessoas, procedentes de Marrocos, entraram ilegalmente no enclave espanhol.
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Mais de 90% das pessoas que entraram ilegalmente no enclave espanhol no norte de África, que tem fronteira com Marrocos, saíram de Ceuta nas horas e nos dias imediatos, mas pelo menos 5.000 permanecem na cidade, incluindo milhares que estão nas ruas.
Em declarações no parlamento espanhol, no passado dia 3 de setembro, o primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, afirmou estar consciente das “dúvidas e indícios” sobre o ocorrido em Ceuta em julho, mas garantiu não existirem, até à data, provas de uma ação “desenhada ou executada” por Marrocos.
No dia anterior, a 2 de setembro, vários media espanhóis divulgaram um relatório policial que descreveu o ocorrido em Ceuta como uma ação “planeada” que contou com “total permissividade” e até apoio de elementos das forças de segurança de Marrocos.
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No primeiro dia de setembro, o Governo de Espanha disse ter evidências de que Israel e a Rússia “amplificaram o acontecido” em Ceuta no final de julho para “fraturar e polarizar” a Europa.
Ceuta, um pequeno território situado no extremo norte de Marrocos e banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com outro enclave espanhol, a cidade de Melilla.